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Draghi: BCE precisa de tempo para avaliar necessidade de mais estímulos

Mario Draghi declarou que o Banco Central Europeu não hesitará em agir se for necessário, mas precisa de mais tempo para avaliar o impacto do abrandamento da economia mundial nas projecções para a inflação na Zona Euro.

Reuters
Vera Ramalhete veraramalhete@negocios.pt 23 de Setembro de 2015 às 15:05
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O Banco Central Europeu (BCE) não hesitará em agir se o cenário da economia mundial agravar as perspectivas para a inflação na Zona Euro, afirmou, esta quarta-feira, Mario Draghi, no Parlamento Europeu. "Se alguns dos riscos tiverem um impacto mais acentuado do que prevemos actualmente nas previsões para a inflação a médio prazo, não hesitaremos em agir", assegurou o presidente do BCE, na audição trimestral na Comissão de Assuntos Económicos e Monetários. Mas precisa de mais tempo para avaliar esse impacto e a necessidade de reforçar o programa de alívio quantitativo, disse Draghi.

"É necessário mais tempo para determinar, em particular, se a quebra no impulso de crescimento nos mercados emergentes é de natureza temporária ou permanente", disse o presidente do BCE. Mario Draghi referiu também precisar de mais tempo para avaliar os motivos que estão a provocar a queda nos preços internacionais das matérias-primas e os "recentes episódios de severa turbulência financeira", para avaliar a necessidade de mais estímulos.

"As nossas políticas estão neste momento a funcionar", disse Draghi, apesar de estar ainda longe do objectivo para a inflação, admitiu o presidente do BCE. "Há algumas evoluções positivas, estamos a assistir a uma recuperação dos mercados do crédito" e a "uma melhoria moderado no mercado laboral", destacou em resposta aos eurodeputados. 

A declaração do presidente do BCE surge numa altura em que alguns membros do BCE se mostram relutantes em alargar o programa de estímulos. Esta quarta-feira, Ewald Nowotny, membro do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), admitiu estar "cauteloso" em relação à possibilidade de a autoridade monetária aumentar os estímulos à economia nos próximos tempos.

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