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BCE tem de ter mente aberta face a todas as ferramentas, incluindo comprar crédito à banca

O governador do banco central da Finlândia, Erkki Liikanen, afirmou que todas os instrumentos monetários têm de ser avaliados pelo BCE.

Bancos devem passar a pagar bónus em títulos de dívida
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O Banco Central Europeu (BCE) precisa de ter mente aberta em relação a todos os instrumentos políticos que tem à sua disposição. A ideia é do governador do banco central finlandês, Erkki Liikanen (na foto), que pertence ao conselho da autoridade monetária.

 

“Não há soluções simples, mas todas as opções precisam de ser avaliadas com uma mente aberta”, disse Liikanen à agência Reuters quando questionado sobre a indicação de que o BCE poderá reavivar os mercados de obrigações titularizadas (“asset backed securities”, os chamados ABS).

 

Em linhas gerais, estas obrigações estão garantidas por um conjunto de activos subjacentes. Conforme relembra a Reuters, estes activos titularizados, cuja remuneração depende de outros activos a que estão subjacentes, são vistos como tendo desempenhado um papel central na emergência da crise financeira de 2007. Neste caso, muitos empréstimos estavam assegurados por hipotecas que deixaram de ser pagas um pouco por todos os Estados Unidos e prejudicaram os activos que estavam a elas subjacentes.


O jornal alemão “Die Welt” noticiou, no início de Maio, que Frankfurt poderá estar interessado neste mercado das ABS para permitir que os bancos possam desfazer-se de parte do risco de crédito – com o BCE a comprar os títulos de dívida mais duvidosos. Assim, os bancos, nomeadamente os do sul da Europa, poderiam ficar com uma maior margem para financiar as empresas.

 

Como já tinha admitido Jorg Asmussen, que pertence à comissão executiva do BCE, esta medida faz parte do debate que está a haver sobre o que pode ajudar a dar crédito às PME. E como disse no Parlamento Europeu, a parte que poderá interessar reactivar é a dívida que resulta do financiamento às PME.

 

O objectivo é que o capital chegue, finalmente, às pequenas e médias empresas, o que não tem dado sinais de ter acontecido, mesmo apesar de o BCE ter cortado a taxa de juro de referência para o mínimo histórico de 0,5% e a taxa de remuneração dos depósitos para zero (com porta aberta para vir a cair para terreno negativo). Os bancos na Zona Euro, nomeadamente na periferia da região, continuam a não arriscar na concessão de crédito – dar crédito representa um risco.

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