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BoE menos pessimista com economia, mas mantém taxas negativas em cima da mesa

O banco central britânico deu sinais de que irá manter os estímulos monetários até que a economia mostra sinais reais de recuperação. Andrew Bailey disse que as taxas de juro negativas eram uma opção, mas que para já ficavam de fora.

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Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 06 de Agosto de 2020 às 11:19
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O Banco de Inglaterra (BoE) decidiu manter as taxas de juro em mínimos históricos nos 0,1%, mas mostrou-se disponível para ir à "caixa de ferramentas" buscar as taxas de juro negativas, caso venha a ser necessário. Contudo, as previsões económicas do banco central britânicos até são mais otimistas, face ao anunciado na reunião de maio. 

Agora, na reunião de política monetária de agosto, o governador Andrew Bailey disse que esperava uma contração de 20% no primeiro semestre deste ano e uma queda no PIB (produto interno bruto) de 9,5% no ano como um todo. Em maio, as previsões apontavam para uma contração de 30% nos primeiros seis meses e de 14% no ano todo.

Apesar de se mostrar menos pessimista com a evolução económica para este ano, o Banco de Inglaterra olha com mais cautela para a possível recuperação de 2021, apontando para uma recuperação de 9%, menos robusta do que os 15% previstos em maio.

Bailey optou por deixar tanto as taxas de juro, como o programa de compra de ativos de 745 mil milhões de libras (824 mil milhões de euros) inalterados, para já, até que haja maior clareza na forma da recuperação económica, mas sempre deixando em aberto a possibilidade de recorrer a taxas negativas, em caso de deterioração económica. A velocidade da compra de ativos vai cair para 4,4 mil milhões por semana, a partir de 11 de agosto.

"As taxas de juro negativas estão na nossa caixa de ferramentas, mas por enquanto não planeamos usá-las", disse o governador do banco central, após a reunião de hoje. Acrescentou que "o comité [do banco] não pretende apertar a política monetária até que existam claras evidências que um progresso significativo está a ser feito para atingir o objetivo de 2% na inflação". 

Segundo as previsões do banco central, esse patamar será atingido por volta do terceiro trimestre de 2022, sendo que no próximo ano a inflação é vista a subir para o patamar dos 1,5%. Atualmente é de 0,5%.
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