Política Monetária Dinamarca corta taxa dos depósitos para -0,2% para segurar ligação ao euro

Dinamarca corta taxa dos depósitos para -0,2% para segurar ligação ao euro

O banco central da Dinamarca garante ter as "ferramentas necessárias" para manter a ligação da coroa dinamarquesa ao euro. Em comunicado, anunciou hoje um corte na taxa de depósito para -0,2%, noticia a Bloomberg.
Dinamarca corta taxa dos depósitos para -0,2% para segurar ligação ao euro
Bloomberg
Vera Ramalhete 19 de janeiro de 2015 às 17:07

O Banco Nacional da Dinamarca baixou a taxa de depósito de -0,05% para -0,2%. Após o banco central suíço ter anunciado, dia 15, o fim da indexação do franco suíço ao euro, a Dinamarca está sob pressão, especulando-se que poderá ser o próximo país a quebrar a ligação com a moeda única.

 

Com esta alteração das taxas, o banco central dinamarquês procura controlar a pressão sobre a coroa dinamarquesa, que atingiu valores máximos desde Julho de 2012 após o anúncio feito pela Suíça.

 

O banco tem as "ferramentas necessárias" para defender a ligação da coroa ao euro, assegurou Karsten Biltoft, porta-voz da autoridade monetária, à Bloomberg. "Agimos como sempre reagimos. Nós intervimos no mercado, e após fazê-lo durante algum tempo, alteramos as taxas de depósito. Esse é o procedimento padrão", diz Biltoft. O Governo dinamarquês e importantes bancos escandinavos também já asseguraram que a Dinamarca vai manter a ligação ao euro.

 

O Governador Lars Rohde (na foto) tinha afirmado no final do ano passado que as taxas dinamarquesas estavam sob pressão, devido às medidas de estímulo à economia que o Banco Central Europeu deverá anunciar esta semana. 

 

A Dinamarca testou taxas negativas pela primeira vez em Julho de 2012 para controlar os efeitos de um fluxo de capital suscitado pela crise sentida na Europa. O corte mais recente tinha ocorrido em Setembro, no seguimento da redução do BCE para -0,2%, taxa agora igualada pela Dinamarca. Na prática, esta taxa de depósito negativa significa que os bancos pagam uma taxa para depositar no banco central. Assim, esta política procura incentivar os bancos a utilizarem a liquidez, estimulando o crédito.

 

 

 

 

 




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