Política Monetária Elisa Ferreira entre as 10 mulheres que podem chegar ao topo do BCE

Elisa Ferreira entre as 10 mulheres que podem chegar ao topo do BCE

Há apenas uma mulher entre os 25 membros do Conselho do BCE. A Bloomberg diz que há talento feminino disponível para que um dia uma mulher chegue à liderança do banco central e diz quais são as 10 que estão mais bem posicionadas posicionadas.
Banco de Espanha Christophe Morin/Bloomberg Martin Leissl/Bloomberg Banco de Portugal Banco Central Europeu European Investment Bank Krisztian Bocsi/Bloomberg  Alessia Pierdomenico/Bloomberg Leonardo Cendamo/Getty Images Michael Marsland/Yale University
Negócios com Bloomberg 15 de maio de 2019 às 13:49

A possibilidade de o Banco Central Europeu ter um dia uma mulher como presidente pode aumentar se os governos olharem com maior atenção para o talento disponível.

 

Após um ano em que os políticos europeus nomearam 13 homens e nenhuma mulher para o Conselho do BCE, este órgão que define a política monetária do banco central tem apenas uma pessoa do sexo feminino.

 

Um facto relevante pois a experiência na definição da política monetária é o caminho tradicional para chegar à presidência. É por isso que todos os principais candidatos para substituir Mario Draghi na presidência do BCE são homens.

 

Os bancos centrais de todo o mundo têm fortes desigualdades de género. A escassez de mulheres economistas e no topo da banca é muitas vezes citada como a razão, mas não é necessário muito tempo para encontrar mulheres na Zona Euro que têm o que é preciso para chegar ao topo do BCE.

 

Elisa Ferreira outra vez

 

Foi o que fez a Bloomberg, tendo chegado ao final da análise com uma lista "seletiva" de 10 mulheres que têm o perfil adequado para ambicionar chegar ao cargo mais relevante da autoridade monetária europeia.

 

Entre os 10 nomes da lista da agência de notícias norte-americana está Elisa Ferreira. Não é a primeira vez que se fala da atual vice-governadora do Banco de Portugal para um lugar no BCE.

 

Elisa Ferreira era apontada como uma das favoritas à presidência do Mecanismo Único de Supervisão do BCE, mas decidiu não avançar com uma candidatura.

 

O cargo acabou por ser ocupado pelo italiano Andrea Enria, que substituiu Daniele Nouy e ganhou a corrida a outra mulher, a irlandesa Sharon Donnery. 

 

Tal como Elisa Ferreira, algumas das mulheres que foram selecionadas pela Bloomberg já ocupam (ou ocuparam) lugares de relevo nos bancos centrais dos respetivos países. A antiga ministra portuguesa, como lembra a Bloomberg, esteve mais de 10 anos no Parlamento Europeu, onde "defendeu dar maior poder ao BCE para monitorizar a estabilidade do sistema financeiro".

   

A espanhola Margarita Delgado, a francesa Sylvie Goulard e a alemã Claudia Bunch também integram a lista e, tal como Elisa Ferreira, estão atualmente nos bancos centrais dos respetivos países. A vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (Emma Navarro) e Laurence Boone (economista-chefe da OCDE) são outros dos nomes apontados pela Bloomberg. Veja a lista completa na fotogaleria em cima.

Sabine Lautenschlaeger (à esqueda na fila do meio), é a única mulher no órgão de política monetária do BCE, depois de Chrystalla Georghadji ter sido substituída por um homem.
Sabine Lautenschlaeger (à esqueda na fila do meio), é a única mulher no órgão de política monetária do BCE, depois de Chrystalla Georghadji ter sido substituída por um homem.



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