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Investidores escrutinam discurso de Ben Bernanke sobre estímulos

Conferência de imprensa de quarta-feira será dissecada pelos investidores na busca de pistas sobre o que a Reserva Federal poderá fazer de seguida

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 17 de Junho de 2013 às 00:01
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Os investidores de todo o mundo vão esta semana acompanhar de perto a conferência de imprensa de Ben Bernanke, o presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed). Os sinais de que o banco central se prepara para calibrar o programa de compra de títulos tem enviado "ondas de choque" pelos mercados internacionais, em todos os activos, pelo que qualquer indicação sobre esse tema será capaz de mover os mercados, negativa ou positivamente.

A Fed divulga as últimas decisões de política monetária na quarta-feira, ao final da tarde na Europa. Os dados macroeconómicos continuam a dar pistas divergentes sobre o estado da economia, mas apesar de a inflação estar a desacelerar, a política monetária deverá permanecer na mesma. As novidades ficam reservadas para a conferência de imprensa trimestral e para a forma como Bernanke abordar a especulação que se criou de que a Fed se prepara para reduzir os estímulos à economia.

"O mais provável é que a Fed mantenha todas as opções em aberto e queira ‘comprar tempo’ até que sejam divulgados mais dados económicos", escreve o Commerzbank, em nota de antecipação da semana. Um artigo publicado no "The Wall Street Journal" afirmava que é "provável" que a Fed tente desdramatizar eventuais mexidas nos estímulos. E Bernanke deverá assegurar os investidores de que as taxas de juro nos EUA irão permanecer baixas "por um período prolongado".

Nos primeiros dias da semana, antes da reunião da Reserva Federal, o acontecimento mais importante para os mercados será o encontro do G-8, na Irlanda do Norte, que começa esta segunda-feira e termina na terça-feira. Serão discutidos temas como a dinamização do comércio internacional e as políticas de estímulo promovidas pelo governo japonês, outro "tema quente" nos mercados nos últimos meses.

Na Europa, as perspectivas macroeconómicas continuam a dominar as atenções e a semana conta com a divulgação de vários indicadores capazes de mover os mercados. Na terça-feira, o instituto de pesquisa alemão ZEW publica o índice de sentimento económico, relativo a Junho, e na quinta-feira sai a primeira estimativa dos índices de gestores de compras (PMI), igualmente respeitante ao mês de Junho.

O RBC Capital Markets diz que espera "mais alguns progressos moderados nos índices PMI, apesar de o índice compósito dever manter-se abaixo da fasquia dos 50 pontos [o que sinaliza uma contracção da actividade]". O banco de investimento nota, contudo, que as inundações na Alemanha podem ter penalizado o indicador. Também em foco na Europa estarão as reuniões dos ministros das Finanças do Eurogrupo, na quinta-feira, e do Ecofin, no último dia da semana.

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