Política Monetária Jerónimo de Sousa não percebe intenção de reconduzir Carlos Costa no Banco de Portugal

Jerónimo de Sousa não percebe intenção de reconduzir Carlos Costa no Banco de Portugal

O secretário-geral do PCP disse não perceber a intenção governamental de reconduzir Carlos Costa no cargo de governador do Banco de Portugal, atendendo a que tem "responsabilidades particulares" no "rotundo falhanço" da supervisão bancária.
Jerónimo de Sousa não percebe intenção de reconduzir Carlos Costa no Banco de Portugal
Lusa 22 de maio de 2015 às 23:35

"A partir da realidade dos factos do que aconteceu no sistema bancário, do que aconteceu com o rotundo falhanço da supervisão, que, como é sabido, o governador do Banco de Portugal tem responsabilidades particulares, não se percebe essa recondução", afirmou Jerónimo de Sousa aos jornalistas, durante um jantar esta sexta-feira com militantes e simpatizantes da CDU na Ribeira Brava, zona oeste da Madeira.

 

Vários órgãos de comunicação social veicularam hoje que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, quer reconduzir Carlos Costa no cargo de governador do Banco de Portugal.

 

O secretário-geral do PCP realçou, no entanto, que o problema de fundo não está na pessoa indicada, mas na forma como a supervisão e a regulação estão perspectivadas.

 

"Em primeiro lugar, consideramos que o Banco de Portugal deveria retomar a sua própria soberania e não estar dependente de Bruxelas [União Europeia] e, em segundo lugar, consideramos que, perante o falhanço rotundo da regulação e da supervisão, mais uma vez se justifica a proposta do PCP da necessidade do controlo público da banca e particularmente da banca comercial", salientou.

 

Para Jerónimo de Sousa, o problema vai continuar, com ou sem a recondução do governador, porque "o mal da raiz está nessa concepção da supervisão que não supervisiona, da regulação que não é regulamentada".

 

"Defendemos o controlo público da banca, particularmente da banca comercial, que pressupõe naturalmente a nacionalização", vincou, lembrando que o dinheiro é um "bem público" e que os portugueses foram "profundamente fustigados" por causa dos "desmandos na banca privada", que fizeram com que "milhares de milhões de euros sacados das reformas, das pensões, dos salários fossem para tapar os buracos dessa escandaleira".




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