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Nowotny está "cauteloso" sobre a possibilidade de mais estímulos do BCE

O membro do conselho de governadores do BCE admite, contudo, que há espaço "para comprar mais do mesmo" no âmbito do programa de alívio quantitativo não pondo de parte a possibilidade de o programa se expandir para outras classes de activos.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 23 de Setembro de 2015 às 13:33
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Ewald Nowotny, membro do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE) admitiu estar "cauteloso" em relação à possibilidade de a autoridade monetária aumentar os estímulos à economia nos próximos tempos.

 

Em entrevista à Bloomberg, Nowotny referiu esta quarta-feira, 23 de Setembro, que a necessidade de mais alívio quantitativo (QE, na sigla inglesa) "merece uma análise muito mais exaustiva". "A política monetária deve ser uma política de pulso firme. Não devemos agir de uma forma demasiado activa", acrescentou o membro do BCE.

 

Ainda assim, o responsável reconheceu que há espaço "para comprar mais do mesmo" no âmbito do programa de compra de activos do BCE, não pondo de parte, contudo, a possibilidade de o programa se expandir para outras classes de activos.

 

O BCE já se comprometeu em injectar 1,1 biliões de euros nas economias da Zona Euro numa tentativa de contrariar a baixa inflação. O presidente da instituição, Mario Draghi vai dirigir-se, esta tarde, aos deputados do Parlamento Europeu, onde deverá abordar os riscos, incluindo a queda nos preços das matérias-primas e a desaceleração dos mercados emergentes, que poderão forçar o BCE a lançar mais estímulos à economia da região.

 

Segundo a Markit Economic, a região da moeda única deverá manter o ritmo de crescimento de 0,4% no terceiro trimestre, segundo os dados revelados esta quarta-feira.

 

"Há uma recuperação na área do euro", sublinhou Nowotny, que também lidera o banco central austríaco. "Não é tão forte como era esperado, mas é um progresso".

 

A cautela de Nowotny ecoou nos comentários de outro membro do Conselho de Governadores do BCE, Bostjan Jazbec, governador do banco central esloveno.

 

"A política monetária funciona sempre com um atraso", afirmou Bostjan, em declarações aos jornalistas, em Ljubljana. "Neste momento não há nenhuma discussão sobre quaisquer outras políticas além do QE. Parece que o QE está a dar resultados, por isso é muito cedo para falar sobre quaisquer novas políticas".

 

Mario Draghi sublinhou, a 3 de Setembro, que o debate sobre o QE ainda não está suficientemente detalhado para dar pistas sobre como pode ser alterado. Desde então, os sinais de abrandamento da China têm aumentado. Ainda esta quarta-feira foi revelado que a actividade industrial da segunda maior economia do mundo recuou par ao valor mais baixo desde Março de 2009.

 

O BCE tem, actualmente, como objectivo a compra mensal de 60 mil milhões de euros em activos até Setembro de 2016. Contudo, o banco central já admitiu que poderá estender a duração do programa, aumentar o valor mensal ou ampliar a gama de activos comprados. 

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