Política Monetária Quanto ganharam Draghi, Lagarde e os outros membros do BCE em 2019?

Quanto ganharam Draghi, Lagarde e os outros membros do BCE em 2019?

Em 2019, o BCE gastou 1,87 milhões de euros com os salários dos seis membros da comissão executiva. A nova presidente do BCE, Christine Lagarde, auferiu 68 mil euros brutos em dois meses.
Quanto ganharam Draghi, Lagarde e os outros membros do BCE em 2019?
Reuters
O Banco Central Europeu (BCE) gastou 1,87 milhões de euros com os salários da comissão executiva durante o ano passado, abaixo dos 1,89 milhões de euros gastos em 2018, de acordo com as contas anuais de 2019 divulgadas esta quinta-feira, 21 de fevereiro. 

O maior gasto salarial do BCE é com o seu presidente. Em 2019, Mario Draghi manteve-se no cargo durante 10 meses pelos quais recebeu 340 mil euros brutos, o que compara com os 401,4 mil euros brutos que recebeu durante 2018 (12 meses). Já a atual presidente do BCE, Christine Lagarde, só esteve dois meses no cargo em 2019 pelo que recebeu 68 mil euros brutos. 

O segundo maior salário é o do vice-presidente, cargo que é ocupado por Luis de Guindos. O espanhol recebeu 350 mil euros em 2019, mais do que os 200,7 mil euros de 2018 uma vez que nesse ano apenas esteve sete meses no cargo.

Seguem-se os membros da comissão executiva que cumpriram 12 meses na função em 2019: é o caso de Benoit Coeuré e Yves Mersch, ambos com 291,4 mil euros brutos. Sabine Lautenschläger, que saiu de forma prematura, auferiu 242,8 mil euros.

O economista-chefe também aufere o mesmo salário dos membros da comissão executiva. Neste caso, Peter Praet, que ocupou o cargo até maio, auferiu 121,4 mil euros brutos enquanto que Philip Lane, que ocupou o cargo a partir de junho, auferiu 170 mil euros brutos.

No quadro das remunerações ainda aparece Vítor Constâncio, que deixou de ser vice-presidente do BCE em maio de 2018. O português auferiu 143,4 mil euros nesse ano.
Em 2019, a redução da despesa com salários da comissão executiva deverá ser explicada pelas saídas de alguns membros que não foram substituídas de imediato, existindo meses em que não foram pagos salários por não haver ainda substituto. Foi o caso de Sabine Lautenschläger, que se demitiu de forma inesperada, que só foi substituída em 2020.

De acordo com o BCE, a remuneração está "sujeita a imposto, que reverte em benefício da UE, bem como a deduções relativas a contribuições para o regime de pensões e para os seguros de saúde, cuidados de longa duração e acidentes".

No total, os custos com pessoal (tanto na função de banco central como de supervisão bancária) foram de 567 milhões de euros em 2019, acima dos 515 milhões de euros de 2018.



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