Política Monetária Trump volta a criticar a Fed por "sequer considerar" subir taxas de juro

Trump volta a criticar a Fed por "sequer considerar" subir taxas de juro

O presidente norte-americano voltou a criticar a normalização da política monetária da Fed, um dia antes de começar a última reunião do banco central este ano. No final deste encontro, os responsáveis devem anunciar nova subida dos juros.
Trump volta a criticar a Fed por "sequer considerar" subir taxas de juro
EPA
Rita Atalaia 17 de dezembro de 2018 às 15:28

O presidente norte-americano voltou a pedir à Reserva Federal (Fed) dos EUA para não subir as taxas de juro. Isto um dia antes de os responsáveis do banco central darem início à última reunião de política monetária de 2018, quando devem subir os juros pela quarta vez este ano.

 

"É incrível que com um dólar muito forte e praticamente sem inflação, com o mundo a explodir à nossa volta, Paris a arder e a China em queda, a Fed esteja sequer a considerar mais uma subida de juros", escreveu Donald Trump no Twitter.


Há meses que o presidente norte-americano critica a trajectória da política monetária adoptada pelo líder do banco central, acusando Jerome Powell de penalizar o crescimento da economia com a subida dos juros.

Em Outubro, Trump afirmou que a Fed estava a "cometer um enorme erro" ao manter o ritmo de normalização da política monetária. Disse ainda que os governadores do banco central estavam "doidos" e que a política da instituição é "demasiado agressiva". 

 

Apesar das críticas, o presidente da Fed tem mantido a rota programada, o que inclui, ao que tudo indica, mais uma subida dos juros na última reunião da Fed este ano, que arranca amanhã e termina na quarta-feira.

As actas da última reunião da Fed, reveladas no final de Novembro, indicaram que as taxas de juro devem ser alvo de uma subida de 0,25 pontos percentuais, o que fica em linha com as previsões dos analistas. Actualmente, a taxa de juro de referência nos EUA está fixada no intervalo entre 2% e 2,25%. 

"As críticas da administração [Trump] à Fed não vão acabar e devem intensificar-se", afirmou Joshua Feinman, economista-chefe global da DWS, à Bloomberg. "O presidente faz depender o seu sucesso do desempenho económico e do mercado bolsista. Trump receia que [esses indicadores] falhem, daí estar a preparar-se para que seja a Fed a assumir a culpa", referiu ainda.

No próximo ano, são agora esperados apenas dois aumentos, quando antes eram projectados três. Isto depois de vários responsáveis da Fed terem afirmado que os custos de financiamento estão agora perto de um nível que consideram "neutro".




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