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Yellen considera que baixo crescimento da Europa ameaça a economia global

No final do encontro de dois dias da Reserva Federal norte-americana, Janet Yellen alertou para o facto de o débil crescimento das economias europeias poder representar uma ameaça para a economia global. Yellen disse esperar que os líderes europeus “consigam fazer subir o ritmo de crescimento e a inflação".

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 17 de Setembro de 2014 às 22:29
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Na perspectiva de Janet Yellen, presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, o fraco desempenho das economias europeias poderá afectar negativamente a economia mundial. As declarações de Yellen foram feitas após o final do encontro mensal de dois dias da autoridade monetária norte-americana, num discurso em que anunciou que as taxas de juro de referência dos Estados Unidos vão continuar baixas por um período "considerável de tempo".

 

Para a líder da Fed o ritmo lento de crescimento das economias do Velho Continente, assim como os baixos níveis de inflação, são uma ameaça para a economia global. De acordo com o Business Insider, a presidente da Reserva Federal também acrescentou as fracas expectativas face ao comportamento do bloco europeu como um risco para a economia mundial.

 

"Este é um dos vários riscos para a economia mundial e esperamos que [os dirigentes europeus] consigam fazer subir o ritmo de crescimento e a inflação", cita o Global Post.

 

A declaração da economista norte-americana aconteceu no mesmo dia em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou para os riscos comportados pela estagnação económica e pela reduzida inflação nas economias europeias e do Japão.

 

A instituição liderada pela francesa Christine Lagarde nota que o perigo desta situação se manter no médio prazo é um risco que "não pode ser descartado".

 

Ainda em Agosto, no encontro anual de banqueiros centrais em Jackson Hole, nos Estados Unidos, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, defendeu a importância da adopção de políticas de estímulo económico, afirmando que "ajudaria se a política orçamental pudesse desempenhar um papel maior em conjunto com a política monetária, e eu acredito que há espaço para isso".

 

Isto numa altura em que o crescimento da economia alemã vem sendo revisto em baixa, em que a economia francesa estagnou e em que a economia de Itália entrou em recessão técnica no segundo trimestre deste ano.

 

Também esta quarta-feira, a associação dos bancos alemães apontava a economia espanhola como possível promotora do crescimento europeu mas, por outro lado, a agência de notação Fitch considerava que apesar de prever uma "baixa inflação" para a Zona Euro, e não um período de estagnação, permanecia um risco "significativo e crescente" para Espanha.

 

A Fitch considera mesmo que no caso de o bloco do euro entrar em deflação, a economia espanhola acabaria por ser arrastada para um período de estagnação.

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