Política Assis é o preferido para encabeçar lista do PS às europeias

Assis é o preferido para encabeçar lista do PS às europeias

Apesar de o PS ainda não ter definido quem será o candidato às eleições europeias, facto que tem gerado mal-estar junto de algumas das principais figuras do partido, o nome de Francisco Assis aparece como o melhor colocado para encabeçar a lista ao Parlamento Europeu.
Assis é o preferido para encabeçar lista do PS às europeias
Sérgio Lemos/Correio da Manhã
David Santiago 14 de fevereiro de 2014 às 18:01

A sondagem realizada pela Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã aponta o antigo eurodeputado Francisco Assis como o candidato preferido pelos portugueses, seguido da presidente do partido, Maria de Belém. Esta sondagem surge numa altura em que o secretário-geral do PS, António José Seguro, ainda não decidiu quem vai encabeçar a lista para as eleições europeias que se realizam no próximo mês de Maio.

 

Assis recolhe 35,2% das preferências, o que lhe garante uma margem confortável relativamente à antiga ministra da Saúde no governo de António Guterres, que consegue 26,3% das preferências dos eleitores consultados. Luís Amado, ex-ministro dos governos de José Sócrates, com 18,0% e Sampaio da Nóvoa, antigo reitor da Universidade de Lisboa, com 2,7% das preferências de voto, seguem-se na lista dos “europeizáveis” pelo partido socialista.

 

Quando a questão sobre o melhor candidato socialista às europeias é colocada ao eleitorado socialista, a preferência recai, por uma margem ínfima, em Maria de Belém. A presidente socialista recebe a preferência de 38,8% do eleitorado socialista e Assis consegue 38,7%. Luís Amado e Sampaio da Nóvoa mantêm as posições com 13,1% e 5,0% respectivamente.

 

O aproximar do dia 25 de Maio e a turbulência interna provocada pela indecisão em torno do cabeça de lista para as europeias estão a aquecer a agenda socialista. Esta sexta-feira Seguro manteve um encontro com o putativo candidato Francisco Assis, que também já criticou a demora na escolha do cabeça de lista, e no final garantiu que “o PS apresentará as suas listas no tempo devido”, tendo acrescentado não ter “mais nada a dizer”.

 

O secretário-geral socialista tem recebido críticas de várias figuras de monta do partido pelo atraso na escolha do candidato às europeias. Esta quinta-feira foi o presidente da câmara de Lisboa, António Costa, a dizer, no programa Quadratura do Círculo, que “é evidente que o PS poderia estar a posicionar-se melhor para estas eleições”, tendo sublinhado ser “difícil de compreender [o PS] não ter ainda um cabeça de lista escolhido”. Antes, Carlos César, ex-presidente do governo regional dos Açores, em entrevista à Rádio Renascença, teceu duras críticas à liderança de Seguro e disse ter sido convidado, pelo líder do PS, para integrar as listas para as eleições de Maio, proposta que, revelou, ter recusado.

 

O acto eleitoral de Maio é visto por muitos socialistas e analistas políticos como a derradeira prova de fogo do líder António José Seguro. A 15 meses das legislativas de 2015, as europeias são vistas como a última oportunidade de Seguro para se afirmar como alternativa forte e credível à sucessão do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. Acresce o facto de as europeias serem, historicamente, eleições que dão a vitória ao partido que naquele momento está na oposição. Um exemplo recente desta tendência é o ano de 2009, quando, com apenas três meses de diferença, o PSD, na altura o principal partido da oposição, venceu as europeias com uma margem considerável, tendo depois perdido as legislativas para o PS liderado por Sócrates.

 

 




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