Política A estrela Marcelo veio pôr os militantes do PSD a rir de Paulo Portas

A estrela Marcelo veio pôr os militantes do PSD a rir de Paulo Portas

Foi uma decisão de última hora: Marcelo Rebelo de Sousa decidiu esta tarde ir ao Congresso do PSD celebrar os 40 anos do partido. Numa intervenção de improviso, pôs os congressistas a rir, inclusive de Paulo Portas, e até disse que Passos Coelho o irrita.
Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios
Foi sem guião e de forma inesperada que Marcelo Rebelo de Sousa se dirigiu esta noite aos militantes. O próprio admitiu que só decidiu hoje, e até pediu conselhos a um histórico social-democrata: Alberto João Jardim. “Pensei: eu, que estive em 18 congressos, a este não vou? Nem que mais não seja para dizer aos meus filhos e netos: eu estive lá”, explicou o ex-líder do PSD.
 
O comentador assumiu que perguntou a várias pessoas se o devia fazer. “Diziam-me: não vás, pá, podes ser mal interpretado, parece que te estás a fazer ao piso a qualquer coisa”, afirmou, provocando a risota geral. Marcelo relembrou o primeiro comunicado que redigiu numa máquina de escrever Olivetti, os primeiros comícios do partido e o arrombamento da porta da Legião Portuguesa, onde se realizou a primeira sessão de esclarecimento, do então PPD.
 
“O partido que nasceu aí é um grande partido, é um partido livre, eu sou das maiores provas disso. Pode-se dizer o que se pensa, cá dentro e lá fora”, atestou. “Podemos concordar e discordar. O encanto da vida está nisso, em cada discordância que surge há uma potencial candidatura a uma concordância no futuro, é esse encanto do PSD”, sublinhou.
 
Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou para brincar com o 1640 financeiro de Paulo Portas, numa
Passos é irritante, porque expõe aquilo como se estivesse numa aula, as pessoas dizem: lá está o arrogante, este homem é muito irritante.
 
Marcelo Rebelo de Sousa
alusão à saída da troika. “O parceiro de coligação tem a ideia que a saída vai ser como o 1º de Dezembro de 1640, mas não vai ser bem assim”, começou por dizer. “A 18 de Maio, os portugueses não abrem a janela, respiram e dizem: isto é um País novo”, atirou, de novo para ser muito aplaudido. Mas Marcelo pediu para não se bater palmas: “batam para dentro”. É que parece mal estar a brincar com Paulo Portas.
 
“Não vale a pena negar a realidade: assim como o vice-primeiro-ministro adora dar boas notícias, o primeiro-ministro adora dizer que é cedo para dar boas notícias”, acrescentou ainda Marcelo, provocando mais sorrisos. Aliás, é essa característica de Passos que "irrita" Marcelo. "Passos é irritante, porque expõe aquilo como se estivesse numa aula, as pessoas dizem: lá está o arrogante, este homem é muito irritante", brincou, deixando o próprio primeiro-ministro a sorrir.
 
“São muitos os que estão a sofrer”
 
O comentador, que se pôs de fora da corrida às Presidenciais por entender que Passos Coelho o visou na moção que levou ao congresso, também disse “três ou quatro coisas racionais”.
 
Mostrou-se solidário com “aqueles que sofrem, e são muitos os que estão a sofrer”. Os “mais novos, que sonharam com uma saída em termos de emprego que não estão a ter, e os mais velhos, que sonharam uma velhice com os ideais de Abril e não estão a ter. Basta ser português para estar sensível e solidário”, afirmou Marcelo.
 
Por outro lado, o ex-líder alinhou no discurso do consenso: “vai ser necessário haver consensos duradouros no futuro próximo”. “Não é só sobre o défice, não é só sobre a dívida, é sobre a organização do Estado, é sobre o papel do Estado, sobre as políticas de crescimento e emprego, sobre as políticas sociais”, antecipou. Esse compromisso “vai ser inevitável, seja quem for o Governo ou a oposição. O tempo para se ajustar a isto não é a correr a seguir às eleições de 2015; há-de ser entre Junho de 2014 e a Primavera de 2015”, previu.
 
Marcelo disse que “vai ser problemático”, fazer os consensos, e recordou a sua própria experiência. “Eu também já viabilizei orçamentos com muita gente a dizer que era uma estupidez”. Porém, alertou, “os líderes passam e o País fica”.



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