Política Adriano Moreira: Coligação de esquerda traria mais riscos ao país

Adriano Moreira: Coligação de esquerda traria mais riscos ao país

Para o constitucionalista, um governo de esquerda seria completamente legítimo, mas arriscado para o país e sem autenticidade programática. "Seria um opositor" desse governo, diz em entrevista à Antena 1.
Adriano Moreira: Coligação de esquerda traria mais riscos ao país

Adriano Moreira, constitucionalista e antigo líder do CDS, defende que Cavaco Silva deve seguir os preceitos e indigitar Pedro Passos Coelho, na qualidade de líder do partido com mais votos e deputados, para formar governo. Só no caso de o líder do PSD não conseguir a aprovação no parlamento do programa de governo da coligação - depois de conversações, designadamente com o PS - é que o Presidente da República deve indigitar António Costa, líder do segundo partido mais votado, que diz estar a trabalhar numa aliança maioritária de esquerda.

Se o parlamento aprovar esse governo de esquerda, Cavaco Silva tem de lhe dar posse, acrescenta. "Manter um governo de gestão é possível mas inviável", porque "o país não pode ficar com um governo sem poderes". "Seria um perigo que ninguém deveria querer assumir", acrescenta.


Em entrevista à Antena 1, o constitucionalista deixa claro que uma solução à esquerda é "completamente legítima" mas seria uma solução à qual se oporia: "Seria um opositor", diz. Porquê? Porque significaria pôr o país a correr "mais riscos" e comprometer as "melhorias" que, embora sendo escassas, existem.

Um país como Portugal "depende de muitas variáveis que dependem da confiança" e uma coligação de esquerda falharia ainda no "princípio da autenticidade", argumenta, lembrando que PCP e BE têm criticado a pertença à União Europeia, ao euro e à NATO, ao passo que essa tem sido uma opção de fundo do PS.

Sobre as presidenciais, Adriano Moreira saudou e mostrou-se "entusiasmado" com a participação de uma mulher – Maria de Belém – na corrida.




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