Política Afinal, PSD pode reunir-se com PS desde que haja propostas concretas

Afinal, PSD pode reunir-se com PS desde que haja propostas concretas

Marco António Costa relembrou as regras constitucionais para dizer que a Coligação entre PSD e CDS é que tem de formar governo. Elogiando a postura do PSD, o porta-voz social-democrata atacou a falta de empenho do PS.
Afinal, PSD pode reunir-se com PS desde que haja propostas concretas
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 14 de outubro de 2015 às 17:05

O Partido Social Democrata abre a porta a reunir-se com o Partido Socialista se existirem propostas concretas. A afirmação é de Marco António Costa, acrescentando que a recusa de futuras reuniões, adiantada por Pedro Passos Coelho, mantém-se apenas se os socialistas mantiveram a postura que, diz, têm tido até ao momento.

 

"É manifesta a indisponibilidade do PS de se empenhar num processo negocial construtivo", declarou Marco António Costa em conferência de imprensa esta quarta-feira, 14 de Outubro. "O PSD está sempre disponível para estabelecer diálogo construtivo, objectivo e efectivo", defendeu. Uma ideia que repetiu várias vezes, recusando qualquer contradição com o que foi dito, anteriormente, pelo ainda primeiro-ministro: "Não tenciono ter mais nenhuma reunião"

 

"Não existe uma atitude consequente e empenhada do PS. Há como que uma chantagem que o processo e o país está a ser sujeito por parte do PS", atacou o porta-voz do partido. "Estamos sempre abertos e disponíveis para o diálogo mas com propostas concretas e não andar aqui a arrastar em reuniões e em simularcros".

 

Marco António Costa relembrou que houve duas reuniões entre a Coligação Portugal à Frente (PSD e CDS) com o PS e que, delas, não foram retiradas conclusões, apesar de, na segunda, a primeira força ter levado medidas concretas. Daí que ataque o PS: "Não se conhece uma linha escrita que apresente uma ideia concreta".

 

O porta-voz do partido que liderou o governo anterior, criticado pela oposição por propor medidas que esbarraram no Tribunal Constitucional, utilizou a Constituição da República Portuguesa para mostrar que é à Coligação que cabe o trabalho de formar governo.

 

"[Quero] deixar a ordem natural da democracia bem expressa: quem venceu as eleições foi a Coligação. No âmbito das regras constitucionais, caberá à coligação a responsabilidade de ser chamada a formar governo", disse.

 

Neste momento, o Presidente da República ainda não nomeou nenhum partido para formar Governo - só o pode fazer depois de ouvir todos os partidos com assento parlamentar. "Encarreguei o Dr. Pedro Passos Coelho de desenvolver diligências com vista a avaliar as possibilidades de constituir uma solução governativa que assegure a estabilidade política e a governabilidade do País", disse Cavaco Silva a 6 de Outubro, dois dias depois das legislativas. 

 

Marco António Costa diz que desde a noite eleitoral que o PSD está a tentar procurar consensos com PS mas lembrou que não poderá fazê-lo junto do BE e do PCP, por não se aproximarem dos princípios que defende.

 

Nas eleições de 4 de Outubro, a Coligação Portugal à Frente, do PSD e do CDS, conseguiu 99 mandatos, a que se juntam os cinco mandatos do PPD/PSD na Madeira. O PS elegeu 85 deputados enquanto o BE conta com 19 representantes. A CDU, do PCP e PEV, atingiu 15 deputados, sendo que o PAN estreou-se com um deputado eleito. Falta saber o resultado das escolhas dos portugueses na Europa e fora do círculo europeu, que têm direito a eleger quatro deputados. 




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