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António Costa defende aumento da riqueza como alternativa à estratégia do governo

O candidato à liderança do PS defendeu esta terça-feira o aumento da riqueza como uma "terceira via" para romper com o quadro de opções limitadas ao aumento dos impostos ou ao corte de salários.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 17 de Junho de 2014 às 23:59
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"Ainda agora vinha a ouvir na rádio o primeiro-ministro e o primeiro-ministro explicava que os portugueses têm de saber que se o objectivo é reduzir o défice, há duas formas: ou aumenta os impostos para aumentar a receita ou faz corte dos salários para baixar a despesa. Ora, nós não podemos viver neste quadro de opções tão limitado e temos que dizer ao primeiro-ministro que já percebemos que (ele) não sabe sair dessa receita", afirmou António Costa.

 

Para o dirigente socialista, "há uma outra receita" que Passos Coelho "não sabe, nem quer aprender", mas há que "lhe ensinar". "Há uma terceira via, que é aumentar a riqueza", declarou o presidente da Câmara de Lisboa, referindo que se houver aumento de riqueza estão criadas as condições "para a consolidação das finanças públicas".

 

O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo "não pode excluir nenhuma medida", como o aumento de impostos, para compensar as normas chumbadas pelo Tribunal Constitucional, considerando que isso teria impacto no acesso ao financiamento do país. "Não posso excluir nenhuma medida, porque o país não pode deixar de atingir as metas a que se propôs", disse Pedro Passos Coelho no final do segundo dia das "Jornadas de Trabalho" do Partido Popular Europeu (PPE), que decorrem em Albufeira.

 

O primeiro-ministro indicou que no próximo Conselho de Ministros, que decorrerá ainda esta semana, o Governo vai discutir mais medidas para compensar o chumbo do Tribunal Constitucional e garantir o cumprimento das metas orçamentais.

 

Em Leiria, perante um auditório cheio, António Costa falou, novamente, do resultado das eleições europeias, considerando que os portugueses "foram muito claros a dizer o que é que não querem, a dizerem que o tempo deste Governo terminou, o tempo desta política terminou e que é necessário haver uma mudança em Portugal".

 

O dirigente socialista considerou que os portugueses também disseram que querem uma alternativa, mas os socialistas não se podem "conformar com uma vitória que sabe a pouco" e têm de ter "uma ambição maior de a esta derrota histórica da direita corresponder uma vitória histórica do Partido Socialista".

 

"Precisamos que o PS nos dê mais do que deu até agora, que o PS dê um suplemento de confiança, a energia motivadora, a capacidade agregadora como alternativa de governo desta grande maioria do contra", declarou o dirigente socialista, para quem é preciso um PS e um governo fortes. "Para que haja esse governo forte, é preciso fortalecer o PS, é preciso que o PS seja mais do que é hoje", acrescentou.

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