Política António Costa diz que PS "não está bem" e exige unidade interna

António Costa diz que PS "não está bem" e exige unidade interna

A hipótese de ainda se vir a candidatar ao cargo de secretário-geral do PS não está posta de parte.
António Costa diz que PS "não está bem" e exige unidade interna
Marlene Carriço 04 de fevereiro de 2013 às 00:01

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, voltou a frisar que o Partido Socialista (PS) não se assume como um verdadeiro partido da oposição. E para mudar esta realidade é preciso, afirma, criar "unidade" no seio do partido. A hipótese de ainda se vir a candidatar ao cargo de secretário-geral do PS não está posta de parte.


"Os responsáveis políticos têm por obrigação fazer um esforço para procurar eliminar as causas que determinam a existência de qualquer tipo de disputa dentro do PS", disse o autarca em entrevista concedida no domingo  ao "DN" e à "TSF". E é neste cenário que Costa tem trabalho com o líder socialista, António José Seguro, no sentido de "encontrar bases comuns para uma orientação estratégica do PS".

 

"O PS hoje não está bem, tem um problema interno, tem hoje um problema de afirmação na sociedade portuguesa", afirmou António Costa, acrescentando que "o PS é um partido que está na oposição, mas não é um partido de oposição". Para o socialista, o PS "tem de ser um partido de iniciativa e não um partido que se esquive a estar presente nos debates fundamentais". "Não pode ter uma actuação evasiva, passiva, aguardando simplesmente que, por desgraça alheia, o poder lhe caia no colo", rematou. E aqui entra o debate da reforma do Estado.

 

Quanto a ser candidato a secretário-geral do PS, António Costa disse que só avançará caso o secretário-geral não consiga "pôr o partido a funcionar", dando-lhe "unidade", e tornando-o uma "alternativa forte na sociedade portuguesa".

 

Terá Seguro cedido às pressões de Costa?

 

De acordo com o "Expresso", Seguro quer garantir que Costa não se apresenta como seu rival. Em troca, parece estar disposto a dar ao presidente da Câmara de Lisboa a unidade que este lhe pediu. E essa unidade, na prática, traduzir-se-á numa recomposição dos órgãos dirigentes do partido, com a integração de António Costa, Francisco Assis e ainda Pedro Silva Pereira, escreve o mesmo jornal.

 

Ao "JN", direcção do partido afastou qualquer tipo de exigências. Seguro preferiu não comentar a notícia pois não quer que as suas "declarações sejam interpretadas como responsáveis por pôr em causa um processo de diálogo".

 

Também Costa afastou a tese: "não andamos a discutir lugares", disse ao "DN".




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