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António Costa lamenta que Passos não veja a inversão da economia face a 2015

Depois de Passos Coelho ter acusado o Governo de nada ter para oferecer ao nível económico além de "estagnação", o primeiro-ministro lamentou que o presidente do PSD se esteja a esquecer da inversão do ciclo verificado em 2015, em que a economia "foi abrandando".

Bruno simão
David Santiago dsantiago@negocios.pt 15 de Agosto de 2016 às 14:18
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Não foi preciso esperar muito para que António Costa ripostasse ao discurso de encerramento feito este domingo por Passos Coelho, na Festa do Pontal. O primeiro-ministro lamentou que o presidente do PSD continue a anunciar desgraças semanalmente e sublinhou que o Governo está concentrado em "reconstruir o país" e apostado na "inversão da trajectória económica".

 

Falando aos jornalistas à entrada do edifício dos Bombeiros Voluntários de Arouca, onde esta segunda-feira, 15 de Agosto, António Costa se reuniu com os presidentes de câmara dos concelhos de Aveiro e Viseu - os mais fustigados em Portugal Continental pelos fogos da semana passada - o primeiro-ministro aproveitou a ocasião para responder ao discurso de Passos Coelho.

 

Este domingo o líder social-democrata acusou a actual solução governativa de estar "esgotada" e de nada ter para oferecer para lá da "estagnação" da economia e de conflitos "com credores, com as instituições europeias e com os investidores". Passos reportava-se aos dados divulgados na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que mostraram que no segundo trimestre deste ano a economia nacional avançou 0,8% face ao período homólogo e cresceu 0,2% em relação aos primeiros três meses deste ano.

 

Números idênticos aos verificados no primeiro trimestre e que deixam ainda mais distante o objectivo governamental de atingir um crescimento do PIB de 1,8% em 2016, inscrito no Programa de Estabilidade enviado para Bruxelas, e que a Comissão Europeia considera ser demasiado optimista. 

 

No entanto, António Costa considera que o Governo por si chefiado está a conseguir "inverter um ciclo em que, ao longo de 2015, a economia foi abrandando". A economia portuguesa cresceu 1,5% em 2015. Mas quanto à estagnação referida por Passos, Costa garante que "não é isso que se vê". Porém, os dados revelados há menos de uma semana pelo INE confirmaram que a economia está praticamente estagnada desde meados de 2015, tendo crescido apenas 0,2% em relação aos últimos três meses de 2014.

Mesmo assim, o primeiro-ministro destaca que "estamos a atingir as metas orçamentais" definidas, para o que tem contribuído "a mais baixa taxa de desemprego em anos", algo que Costa nota não ser valorizado "pelo doutor Passos Coelho". Também na semana passada, o INE revelou que a taxa de desemprego caiu para 10,8% no segundo trimestre do ano, o menor valor desde o primeiro trimestre de 2011.

 

Por outro lado, Costa salienta ainda, ancorando-se "naquilo que são os números", no crescimento do investimento, tudo factores que levam o primeiro-ministro a afirmar que o Governo está a conseguir inverter a trajectória económica herdada do Executivo de Passos Coelho. 

Num tom irónico, António Costa acabou por criticar o "papel" assumido por Passos e que passa por anunciar, a cada semana, uma desgraça que acaba por não se confirmar: "Tinha esperança que as férias tivessem dado ao doutor Passos Coelho alguma imaginação para não continuar a reservar-se ao papel, que é um papel que não é saudável para o país, que é o de estar sempre a anunciar a desgraça que vem aí na semana a seguir e que, felizmente, graças ao grande esforço que tem sido feito, em particular pelos nossos empresários e trabalhadores, não tem correspondido a essa realidade".

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