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António Costa pede uma "Europa mais aberta" ao resto do mundo

Para o primeiro-ministro aproveitou para enumerar alguns potenciais parceiros estratégicos e deixar um recado: a Europa tem que estar mais aberta ao mundo.

João Ruas Marques 05 de Julho de 2021 às 17:38
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O primeiro-ministro António Costa defendeu hoje uma maior abertura da União Europeia, executada, por exemplo, através de parcerias com a Índia, Nova Zelândia ou Austrália, perante um mundo "cada vez maior" e mais globalizado onde o bloco comunitário volta agora a contar com tradicional aliado transatlântico, os Estados Unidos.

"A Europa está na fronteira com Ásia, África, América e todo o mundo, não se pode fechar sobre si própria", começou por dizer António Costa na conferência de imprensa de balanço da presidência portuguesa do Conselho da UE, que terminou no passado dia 30 de junho.

"O melhor da nossa história aconteceu sempre que nos abrimos a outros, indo para lá e acolhendo-os cá. Não podemos caminhar para um mundo bipolar. Tem que ser cada vez mais polinuclear", continuou.

Para o primeiro-ministro, "é uma Europa aberta ao mundo que pode crescer e afirmar-se num mundo que é cada vez maior".

Como exemplo do sucesso da cooperação internacional europeia, António Costa evocou o processo de desenvolvimento das vacinas contra a covid-19, alcançada também graças à parceira dos Estados Unidos, e, mais recentemente, o acordo para a "taxação devida de todas as empresas do espaço digital".

Costa deixou ainda um recado a "todos aqueles que esperavam que a UE fosse um mercado capaz de gerar maior valor acrescentado", por oposição a uma União de cariz social. Novamente, "o exemplo da vacinação é um caso claro. Nenhuma das cinco grandes empresas internacionais teria conseguido sozinha", disse.

Assim, a presidência portuguesa deixa outras duas "sementes" para as próximas presidências, sendo que a liderança semestral a cargo da Eslovénia teve iniciou a 1 de julho último: 
um plano de ação para o desenvolvimento do pilar social da Europa e a abertura do debate sobre o futuro da governação económica da Europeia.

Na conferência de imprensa estiveram ainda presentes o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias.

Para Santos Silva, a missão portuguesa estava, à partida, decidida: "O que nos competia era concretizar decisões que tínhamos tomado antes mesmo de começar. Competia-nos passar da decisão à ação".

A presidência lusa seguiu três diretrizes: reforçar a autonomia de uma Europa cada vez mais aberta ao mundo, reforçar o modelo social europeu e colocar a agenda social no coração da UE, e acelerar a recuperação económica em toda a Europa.

O ministro português dos Negócios Estrangeiros aproveitou ainda para fazer uma referência à primeira cimeira entre os EUA e Europa nos últimos sete anos, "conseguida durante a presidência portuguesa", e os seus frutos que "
resultam de uma consciência clara da necessidade do tempo que era agir sobre recomendações comuns".

Já Ana Paula Zacarias salientou "uma presidência de diálogo que nos permitiu desbloquear dossiers há muito nas gavetas", o que foi possível apenas devido ao apoio de todos os envolvidos.

Ao longo dos últimos seis meses, a presidência portuguesa foi responsável por
"54 conferências de imprensa com 1.360 jornalistas, 47 debates com o parlamento, 78 trílogos e 400 eventos no Centro Cultural de Belém.

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