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António Costa promete que emprego será "a causa das causas" de um Governo PS

O secretário-geral do PS elegeu o emprego como a "causa das causas" e acusou o Governo de ter alimentado um conflito entre jovens e idosos, dizendo que um país é como uma família com várias gerações.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 06 de Junho de 2015 às 21:12
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"O emprego é a causa das causas, é a agenda inadiável", disse o líder socialista no discurso de encerramento da Convenção Nacional do PS, durante o qual equiparou o emprego a uma questão vital de cidadania e, por isso, o problema central para os socialistas.

 

António Costa foi mais longe ao defender que, "quem não tem emprego fica à margem da sociedade e quem está à margem da sociedade não pode participar activamente com liberdade, democraticamente, nas escolhas do futuro do país".

 

"O emprego é também a questão essencial de confiança e, por isso, temos de parar com estes quatro anos de sobressalto, interrompendo a acção deste Governo", começou por sustentar o líder socialista.

 

Para António Costa, o emprego é a questão central também para os jovens que emigraram, para os

Em Portugal ninguém está a mais e Portugal é uma grande família com todas as gerações.
 
António Costa
Secretário-geral do PS

estudantes e para as suas famílias, na questão da natalidade, assim como para aqueles que já estão reformados e que dependem do número daqueles que estão na vida activa.

 

"O emprego é ainda a questão essencial para as empresas, porque, sem aumento de emprego, não há aumento da procura. O emprego não se decreta, nem que o inscrevêssemos na Constituição. O nosso programa não é uma questão de fé, sabemos que a vida não é assim, mas sabemos que há políticas que favorecem e outras que geram a destruição de empresas e emprego", disse.

 

Na sua intervenção, o secretário-geral do PS acusou o primeiro-ministro de confundir economia com contabilidade e o actual Governo de promover uma guerra entre gerações.

 

"O Governo acreditou que se aumentasse muito os impostos, cortasse nas pensões e nos salários dos funcionários públicos e nas prestações sociais, teria melhores finanças públicas, mas isso não aconteceu. O que aconteceu foi uma brutal recessão ", sustentou António Costa.

 

Depois desta crítica, o líder socialista acusou o executivo PSD/CDS de ter alimentado uma "guerra de gerações". "Em Portugal ninguém está a mais e Portugal é uma grande família com todas as gerações. Por isso, propomos um contrato de gerações que permita distribuir a carga de trabalho ao longo da vida", acrescentou.

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