Política António Costa: Uma "propostazinha" do PSD sobre programa de reformas já seria algo

António Costa: Uma "propostazinha" do PSD sobre programa de reformas já seria algo

O primeiro-ministro disse que era natural que o Governo não pudesse contar com o PSD, dada a decisão do partido de "votar contra tudo". Disse ainda que "uma propostazinha" sobre o Programa Nacional de Reformas já seria algo.
António Costa: Uma "propostazinha" do PSD sobre programa de reformas já seria algo
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 17 de março de 2016 às 17:07

O primeiro-ministro considerou, esta quinta-feira, ser natural que o Governo não possa contar com o PSD, dada a decisão "bizarra" do partido de "votar contra tudo", e comentou que "uma propostazinha" sobre o Programa Nacional de Reformas já seria algo.

À chegada ao Conselho Europeu, em Bruxelas, António Costa, reagindo às declarações de Pedro Passos Coelho, que horas antes, também em Bruxelas, afirmou que o PSD está "muito disponível" para discutir o programa de reformas desde que o Governo não persista em desfazê-las, comentou: "já não é mau que desta vez o PSD não se limite a dizer que votará contra sem apresentar propostas de alteração, como fez neste debate do orçamento".

"Se apresentar uma propostazinha, já é algo?", comentou.


António Costa voltou a criticar o que classificou como uma "situação bizarra de haver um partido, que é o PSD, que entende que agora não deve participar nos debates a não ser para votar contra tudo aquilo que é apresentado" e aconselhou os sociais-democratas a passar a ter uma "postura construtiva".


"O PSD acha que nada pode acontecer sem o PSD, mas há uma coisa que eles terão de se convencer um dia: continuaremos a ter dia e continuaremos a ter noite mesmo que o PSD não contribua para isso, e portanto é talvez a altura de o PSD ter uma postura construtiva e deixar-se desse azedume com que está na vida politica, que nada contribui para resolver os problemas presentes e futuros dos portugueses", concluiu.


Passos Coelho, que participou numa reunião do Partido Popular Europeu (PPE) esta quinta-feira, assegurou que "não há nem nenhum rancor nem nenhum azedume" no PSD - refutando assim as declarações da véspera do primeiro-ministro -, e asseverou que o seu partido até "estaria disponível" para discutir com o Governo socialista "uma segunda geração de reformas", mas para tal seria necessário que o actual executivo seguisse outra estratégia.


"Estamos muito disponíveis para discutir as reformas, mas parece-me muito importante que o Governo ande para trás naquilo que tem vindo a desfazer de reformas anteriores. Desde a área laboral, à educação, à economia, é muito importante que o Governo mude de agulha e mude de estratégia", disse.

 




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