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Assunção Cristas acusa PS de afastar investidores

"Para destruir como está a destruir, não é nada desejável" que o Governo termine mandato, diz a candidata à liderança do CDS-PP à Renascença. Assunção Cristas acusa António Costa de concessões à esquerda mais radical e não poupa críticas a Capoulas Santos.

Bruno Simão/Negócios
Negócios 20 de Janeiro de 2016 às 09:19
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A candidata à liderança do CDS-PP acusa o PS, em entrevista à Renascença, de estar "encostado" à esquerda radical, de dar "concessões todos os dias à esquerda" e ser responsável pela "quebra do ambiente de confiança para o investimento em Portugal".


"O que vemos é portugueses com dúvidas sobre se investem ou não e estrangeiros a pararem todos os seus investimentos em Portugal e é isso que cria emprego, é isso que cria riqueza no país", disse Assunção Cristas ao programa "Terça à Noite".

"Estão a conceder à esquerda determinadas bandeiras ideológicas, a concessão dos transportes é uma, a TAP é outra, a paragem daquele acordo que tinha existido para uma diminuição progressiva do IRC, que é muito importante para que empresas de fora se venham instalar no nosso país, ou com as dúvidas sobre a reforma laboral que foi feita e o que se vai manter ou não. Tudo isso são concessões do PS à esquerda mais radical que resultam em prejuízo para o país", sublinhou.


Com o acordo entre os partidos de esquerda, a candidata a líder do CDS-PP lamenta que não se esteja a "cuidar de garantir que a retoma económica se torna mais acelerada e mais sólida, percebendo nós que os juros da dívida começam a ter sinais de estar a aumentar, percebendo que o investimento privado, que é um grande motor da economia, já não está com o dinamismo que conhecemos há seis meses, percebendo que as pessoas começam a hesitar sobre se é aqui que devem investir e pôr o seu dinheiro, ou se é melhor escolher outro país".

"Para destruir como estão a destruir não é nada desejável" que este Governo dure a legislatura, afirmou, considerando que "temos que nos preparar para exercer funções de governação em qualquer momento".


Sobre o seu sucessor na pasta da Agricultura, Cristas considerou que o que Capoulas Santos está a fazer "é um desastre".

"Ele está simplesmente a retirar dinheiro da agricultura, depois diz que nós deixamos um buraco. Não é verdade. Pelo contrário, nós tínhamos reforçado e planeávamos reforçar as verbas para apoiar o investimento na agricultura, precisamente uma área onde o país mostrou extraordinário dinamismo, onde estávamos a crescer, a criar emprego e as pessoas a investir o seu dinheiro com o apoio dos fundos comunitários, e o ministro da Agricultura não tem peso político nem capacidade política para pôr esse dinheiro no Orçamento do Estado, depois inventa umas desculpas".


Na entrevista à Renascença, Assunção Cristas admite ainda a realização em Portugal de um referendo à eutanásia, adiantando que o seu partido irá tomar uma posição sobre a matéria nos próximos tempos.

E promete ainda, se for eleita presidente do CDS no congresso de Março, um estilo de liderança diferente de Paulo Portas, em que o "seu mote será: partilhar, delegar e confiar".

 

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