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Assunção Esteves nega ter citado Simone de Beauvoir para impedir intervenção dos deputados

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, rejeitou que quando citou a ensaísta francesa Simone de Beauvoir no Parlamento pretendia "impedir uma ronda de intervenções dos grupos parlamentares" após a evacuação das galerias na sequência do protesto.

Pedro Catarino/Correio da Manhã
Lusa 18 de Julho de 2013 às 15:41
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"Os media, com mais ou menos fidedignidade, terão deixado claro que a minha metáfora (...) foi invocada para impedir uma ronda de intervenções dos grupos parlamentares, já quando as galerias tinham sido evacuadas. Por mim, as coisas ficariam por ali, sem outra consequência", afirmou Assunção Esteves numa carta a que a Lusa teve acesso e que a presidente da Assembleia dirigiu ao Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL) como resposta a uma mensagem que este sindicato lhe havia dirigido no dia seguinte aos protestos que decorreram no Parlamento.

 

Na quinta-feira, dia 11, a Presidente da Assembleia da República admitiu rever as regras de acesso dos cidadãos às galerias do hemiciclo após um longo protesto que incluiu vaias, gritos, balões e lançamento de papéis.

 

"Teremos de considerar as regras de acesso às galerias", disse, merecendo aplausos por parte das bancadas da maioria PSD/CDS-PP, antes de citar a escritora e ensaísta francesa Simone de Beauvoir: "não podemos permitir que os nossos carrascos nos criem maus costumes".

 

A Presidente do Parlamento declarou ainda, já depois de dar ordem à polícia para evacuar a zona reservada ao público, que os deputados não são "eleitos para ter medo" ou serem "coagidos e não respeitados".

 

Na carta dirigida ao STAL, Assunção Esteves afirmou que já utilizou esta citação da ensaísta francesa em outras ocasiões para transmitir a ideia "de que o Estado de Direito deve sempre conservar a serenidade da razão".

 

Após a citação usada pela responsável, o STAL enviou uma carta aberta a Assunção Esteves na qual manifestou "o mais veemente protesto e repúdio pelas palavras indignas e ofensivas" utilizadas pela Presidente da Assembleia da República, acusando a responsável de ter "catalogado esses cidadãos [os manifestantes] como carrascos".

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