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Barómetro: PS reforça intenções de voto e PSD supera os 30%

PS e PSD sobem consideravelmente no Barómetro da Aximage de Janeiro, atingindo as intenções de voto mais elevadas desde início do ano passado. O mesmo barómetro revela que os portugueses estão mais confiantes no futuro e com perpectivas menos negativas sobre o desempenho do Governo.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 18 de Janeiro de 2014 às 18:01
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Os dois maiores partidos portugueses subiram nas intenções de voto dos portugueses nas eleições legislativas, de acordo com o Barómetro de Janeiro realizado pela Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã.

 

O PS chega aos 38,5%, o valor mais elevado desde pelo menos o início do ano passado e uma subida significativa de 2,1 pontos percentuais face ao resultado de Dezembro de 2013.

 

Apesar da subida dos socialistas, também o PSD subiu em Janeiro, conseguindo pela primeira vez desde início do ano passado superar a fasquia dos 30%. O partido liderado por Pedro Passos Coelho atingiu 30,6% das intenções de voto, uma subida de 1 ponto percentual face ao barómetro anterior.

 

A subida dos dois maiores partidos nas intenções de voto foi conseguida à custa sobretudo do CDS, que desceu 2,5 pontos percentuais para 5,8% e tem agora os dois partidos mais à esquerda à sua frente. A CDU caiu 5 décimas para 9,2% e o Bloco de Esquerda ficou estável com 6,3%. Nota ainda para a forte subida da abstenção, com 41,4% dos inquiridos a afirmar que não irá votar nas próximas eleições legislativas, que estão previstas para 2015.

 

Os resultados deste barómetro indicam que apesar da subida do PSD, a direita não conseguiria formar maioria no Parlamento, enquanto ao PS poderá bastar uma união com um dos partidos mais à esquerda para conseguir esse objectivo.

 

Portugueses menos pessimistas com futuro e mais confiantes no Governo

 

O Barómetro da Aximage indica ainda uma melhoria no sentimento dos portugueses quanto à evolução da economia e à prestação do Governo, que deverá reflectir sobretudo os indicadores económicos mais positivos que foram divulgados neste arranque de ano, como a queda do desemprego.

 

Quando questionados sobre como será o seu nível de vida no futuro, comparando com o dos seus pais, 69,8% responde que vai ser pior, 16,9% melhor e 11,3% igual. Ainda assim os resultados de Janeiro traduzem uma clara melhoria. Em Dezembro apenas 11,3% acreditava que iria viver melhor que os seus pais, enquanto 74,6% dizia que iria viver pior.      

 

O índice de expectativas sobre o desempenho do Governo está agora num valor negativo de 37 pontos. Um registo que traduz uma subida de 15 pontos face a Dezembro para o nível mais elevado desde Dezembro de 2012.

 

Na avaliação dos ministros Assunção Cristas continua com a melhor nota e única positiva (11,1). Segue-se Pires de Lima, Paula Teixeira da Cruz e Miguel Macedo, enquanto o ministro da Educação permanece no fundo da tabela.

 

Apesar da forte subida do PS nas intenções de voto, Seguro viu a confiança dos portugueses baixar quanto à escolha para primeiro-ministro (36,9%), enquanto Passos Coelho subiu apenas 4 décimas (30,5%). No mês em decidiu não enviar o Orçamento para o Constitucional, Cavaco Silva viu a sua nota baixar para 7,7.

 

 

 

 

 
FICHA TÉCNICA

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 601 entrevistas efectivas: 279 a homens e 322 a mulheres; 137 no interior, 251 no litoral norte e 213 no litoral centro sul; 157 em aldeias, 205 em vilas e 239 em cidades.                      A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 7 a 10 de Janeiro de 2014, com uma taxa de resposta de 80,1%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 601 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

 

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