Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

BE: "Todos os administradores e economistas competentes do País são do PSD e do CDS"

O deputado bloquista João Semedo criticou a "estranha coincidência" patente nas nomeações para a CGD, EDP ou para a Águas de Portugal. O deputado acusou o primeiro-ministro de não cumprir as promessas de despartidarizar o aparelho do Estado.

Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 12 de Janeiro de 2012 às 16:37
  • Partilhar artigo
  • 7
  • ...
“Na Caixa Geral de Depósitos, mais de metade dos nomes definidos pelo Governo, tinham ligações directas e sólidas com partidos que apoiam a coligação de Governo”, acusou. “Nogueira Leite foi o principal conselheiro económico do actual primeiro-ministro, é agora o número dois do banco público, transitando de um dos maiores grupos privados de saúde para a CGD”, numa altura em que esta pondera a privatização.

Semedo diz que “cada qual pertence ao partido que entende e não pode por essa razão ver diminuídos os seus direitos. Mas o cartão de militante não deve ser motivo de suspeição nem certificado de incompetência”.

“Se é essa a questão de princípio, a extensão de fenómeno nacional em que se transformou a cíclica dança das cadeira e o despudor com que nos foi apresentada, não podem ficar em claro. É um amiguinho da pior espécie”, protestou.

“Onde na campanha eleitoral se falava em despartidarizar o aparelho de Estado, acabamos na maior confusão entre estado e partido e na habitual promiscuidade entre o interesse público e negócios privados”, prosseguiu João Semedo. “Todos os gestores e economistas competentes serem do PSD e CDS é uma coincidência em que temos muita dificuldade em acreditar”.

Acusações de hipocrisia e demagogia

Semedo, que apresentou uma declaração política no Parlamento sobre esta questão, referiu-se ainda às nomeações para as Águas de Portugal e para a EDP. “Eduardo Catroga escreveu no programa eleitoral que a solução para salvar o país é a brutal diminuição dos rendimentos e apoios sociais. Quando toca a ele, ganhar 700 mil euros, transforma-se num ganho para os impostos em Portugal”, criticou. “Estranha e hipócrita afirmação”, concluiu.

Carlos Abreu Amorim, do PSD, acusou o deputado bloquista de demagogia. “Confundiu empresas públicas com empresas privadas, em que as escolhas são feitas pelos accionistas e em que o Governo não tem intervenção”, afirmou, frisando a competência dos nomeados para a EDP.

Quanto à nomeação de Manuel Frexes para a AdP, que enquanto presidente da Câmara do Fundão devia mais de sete milhões de euros à empresa, Amorim garantiu que “Manuel Frexes não terá qualquer intervenção em matéria que envolva o município em que esteve presente”.
Ver comentários
Saber mais EDP CGD PSD CDS Bloco de Esquerda João Semedo
Outras Notícias