Política Bloco de Esquerda manifesta "apoio político" aos taxistas em protesto contra a Uber  

Bloco de Esquerda manifesta "apoio político" aos taxistas em protesto contra a Uber  

Para o grupo parlamentar do BE, "a Uber não é ilegal, o que é ilegal é o exercício da actividade tal qual como está a ser feito".
Bloco de Esquerda manifesta "apoio político" aos taxistas em protesto contra a Uber  
Bruno Simões
Lusa 29 de abril de 2016 às 17:01

O Bloco de Esquerda (BE) manifestou "apoio político" aos taxistas que se encontram hoje em protesto contra a empresa de serviço de transporte privado Uber, considerando que "é ilegal" o actual exercício da actividade da plataforma.

 

Depois de ter recebido os representantes da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) e da Federação Portuguesa do Táxi (FPT), o deputado bloquista Heitor de Sousa disse que o BE está disponível para interpelar o Governo, "através de uma pergunta ou de um projecto de resolução mais alargado".

 

Para o grupo parlamentar do BE, "a Uber não é ilegal, o que é ilegal é o exercício da actividade tal qual como está a ser feito".

 

Os representantes dos taxistas estão agora reunidos com o PSD, mas o grupo parlamentar social-democrata já fez saber que não vai prestar declarações no fim do encontro.

 

Os dirigentes das associações de táxis que se reuniram esta tarde com o presidente da comissão de Economia ameaçaram, no final do encontro, não abandonar os protestos junto ao parlamento até serem recebidos por um membro do Governo.

 

"Será essa a proposta que vamos discutir com os nossos colegas", disse Carlos Ramos, da FPT, aos jornalistas no interior do parlamento depois de ter sido recebido por Hélder Amaral, deputado do CDS-PP que preside à comissão parlamentar de Economia.

 

Em causa está o protesto do sector do táxi contra a plataforma Uber. No encontro esteve também a vice-presidente da comissão Hortense Martins, do PS, e a chefe de gabinete do presidente da Assembleia da República, Maria José Ribeiro.

 

Pela ANTRAL - Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários, Florêncio Almeida definiu como "inaceitável" a manutenção da Uber, visto a empresa estar, advoga, "proibida pelos tribunais de funcionar em Portugal".

 

"Da nossa parte não aceitamos que isto possa continuar", prosseguiu o responsável.

 

A marcha lenta de taxistas chegou hoje ao parlamento pelas 13:45, encabeçada pelos dirigentes das duas associações de táxis que convocaram a contestação.

 

Em Lisboa, os taxistas em protesto contra a empresa de serviço de transporte privado Uber partiram às 09:30, em marcha lenta, do Campus de Justiça, no Parque das Nações, em direcção ao aeroporto de Lisboa.

 

A marcha lenta, com destino à Assembleia da República, passou pelo aeroporto, Rotunda do Relógio, Avenida Almirante Gago Coutinho, Avenida Estados Unidos da América, Entrecampos, Avenida da República, Avenida Fontes Pereira de Melo, Avenida da Liberdade, Rossio, Rua do Ouro, Câmara de Lisboa e Avenida 24 de Julho.

 

Esta iniciativa é o culminar de uma semana de luta destas duas associações para pressionar o Governo a suspender a actividade da Uber.

 

O serviço de transporte Uber permite chamar um carro descaracterizado com motorista privado através de uma plataforma informática, que existe em mais de 300 cidades de cerca de 60 países.

 

O protesto de taxistas decorreu também no Porto e em Faro.

 




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