Política Candidatos a diplomatas são dispensados de prova de cultura geral mas têm de saber francês

Candidatos a diplomatas são dispensados de prova de cultura geral mas têm de saber francês

O Governo alterou algumas das regras do concurso para ingressar na carreira de adido de embaixada, a mais baixa categoria diplomática. É introduzida uma prova de francês e cai o exame de cultura geral, criticado em 2013.
Candidatos a diplomatas são dispensados de prova de cultura geral mas têm de saber francês
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 04 de abril de 2017 às 16:23

Os candidatos a carreira diplomática já não terão de fazer a prova de cultura geral nas provas de ingresso. Em contrapartida, é introduzida um exame de língua francesa, ainda que com menor peso na nota final.

 

Em 2015, no último concurso para adido de embaixada, a mais baixa categoria da carreira diplomática, havia seis passos para preencher: prova escrita de cultural geral; prova escrita de língua portuguesa; prova escrita de língua inglesa; prova escrita de conhecimentos (Relações Internacionais, História e História Diplomática Portuguesa; Direito Internacional e Direito da UE; Política Económica e Relações Económicas Internacionais); prova oral aos mesmos conhecimentos; e ainda a entrevista profissional final.

 

Ora, segundo o Despacho n.º 2839/2017, publicado esta terça-feira, 4 de Abril, há mudanças. As provas de língua portuguesa, inglesa e as duas de conhecimento e a entrevista profissional mantêm-se mas a prova escrita de cultura geral, que avaliava os conhecimentos dos "candidatos em diversas áreas, podendo incluir questões sobre: história, geografia, economia, arte e cultura, e política internacional", deixou de existir.

 

Esta prova de cultura geral foi criticada em 2013, ano em que foi criada, quando apenas 44 dos mais de 2.000 candidatos foram aprovados no exame. Nessa altura, vários candidatos defenderam o nível de perguntas inusitadas no exame. O exame foi novamente utilizado em 2015 mas este ano deixa de existir. Há agora, no novo regulamento, uma prova de língua francesa. 

 

Há outra mudança: até aqui, os concorrentes tinham de obter uma avaliação superior a 14 valores em todas estas provas, sendo que estas eram eliminatórias, ou seja, um candidato, tendo uma nota abaixo de 14 num dos exames, já não poderia ser adido através do concurso. Agora, a prova de francês é a única que não se enquadra neste limite e é também a que tem o factor de ponderação mais baixo para a nota final.  

 

As alterações são introduzidas no despacho do ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva para "aperfeiçoar os métodos de recrutamento e selecção para o ingresso na carreira diplomática, face às necessidades e exigências específicas para o cabal desempenho de funções nesta carreira". 

A última vez que foi aberto este concurso foi em 2015, era Rui Machete o ministro, quando foram preenchidas as 25 vagas abertas para adidos de embaixada. É a categoria mais baixa da carreira, a que se seguem secretário de embaixada, conselheiro de embaixada, ministro plenipotenciário e embaixador.

 



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