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Carga policial deveu-se a "comportamento de meia dúzia de profissionais da desordem"

O ministro da Administração Interna quis, hoje ao início da noite, distinguir os confrontos à frente da Assembleia da República e a manifestação convocada pela CGTP. Miguel Macedo deixou também uma "palavra de saudação" às forças de segurança que, segundo o próprio, mostraram "o seu profissionalismo, a sua serenidade e a sua firmeza".

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 14 de Novembro de 2012 às 20:48
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A carga policial à frente da Assembleia da República, em Lisboa, ficou a dever-se, segundo Miguel Macedo, “ao comportamento de meia dúzia de profissionais da desordem e da provocação”.

Para o ministro da Administração Interna, os incidentes de violência que ocorreram ao final da tarde de hoje, e que levaram a várias detenções, não estão relacionadas com a manifestação da intersindical CGTP.

“Não vai ser um conjunto de profissionais da desordem e da provocação que vai impedir os portugueses de, como hoje aconteceu, exercerem as suas liberdades cívicas, de fazerem greve”, considerou Macedo em declarações por si convocadas.

Depois da manifestação que aconteceu durante a tarde, milhares protestaram à frente do edifício do Parlamento em frente a um “muro” policial”. Mais tarde, começaram a ser atiradas pedras contra os agentes. Ao fim de duas horas, houve uma resposta da Policia de Segurança Pública (PSP), com uma carga policial. Para o ministro, tal aconteceu depois do comportamento dos referidos “profissionais” que “devem ser travados”.

Macedo recusa que haja polícias à paisana a instigar confrontos

Questionado pelos jornalistas sobre se estariam agentes de autoridade a instigar os protestos à frente da Assembleia, juntamente com essa "meia dúzia", Miguel Macedo mostrou-se “insultado”.

“Não tenho nenhuma dúvida que isso não aconteceu, não pode acontecer”, declarou. O governante optou por elogiar as forças de segurança, nomeadamente a PSP, por ter mostrado “o seu profissionalismo, a sua serenidade mas também, quando foi inevitável, a sua firmeza”.

“Isso não significa que a polícia, quando é justificado, não intervenha com a firmeza que a situação requer, com a reposição da ordem pública, para travar uma acção de vandalismo, de provocação e de violência de alguns poucos, que não tinham que ver a manifestação da CGTP”, concluiu. Ao início da noite, foi noticiado o lançamento de petardos e de tiros para o ar.

“É essa postura que, num Estado de direito democrático, devem ter as suas forças de segurança”, adiantou Miguel Macedo, continuando a dizer que é essa “serenidade da PSP” que tem de ser sublinhada.

(Notícia actualizada às 21h01)



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