Política Carlos César: “Cada vez mais europeus se revoltam contra arrogância de Schäuble”

Carlos César: “Cada vez mais europeus se revoltam contra arrogância de Schäuble”

Em entrevista ao jornal i, o líder da banca parlamentar do PS critica as declarações do ministro das Finanças alemão e sublinha que não se justifica um referendo sobre a permanência de Portugal na UE.
Carlos César: “Cada vez mais europeus se revoltam contra arrogância de Schäuble”
Miguel Baltazar
Negócios 01 de julho de 2016 às 09:54

Questionado sobre as recentes declarações de Wolfgang Schäuble sobre a possibilidade de um segundo resgate para Portugal, Carlos César diz que "nem o próprio ministro das Finanças alemão percebeu o que disse e do que falava" e acusa-o de arrogância. "É por essas e por outras que infelizmente há cada vez mais cidadãos europeus que se revoltam contra essa arrogância persistente e insensata. Schäuble é apenas um ministro de um Estado membro e como tal se devia comportar", afirmou ao i.

 

O socialista referiu-se também às recomendações que o FMI continua a fazer ao Governo português, nomeadamente no que diz respeito aos gastos com salários dos funcionários públicos. O Fundo argumenta que, se o horário de trabalho será reduzido de 40 para 35 horas sem mais contratações, significa que há trabalhadores a mais na máquina do Estado. César refuta essa ideia: "Não há funcionários públicos a mais em Portugal. Temos proporcionalmente menos funcionários do que a maior parte dos países europeus desenvolvidos", nota, acrescentando que o FMI "não é uma instituição que constitua a referência da nossa acção."

 

A entrevista do i focou-se ainda na proposta avançada por Catarina Martins para fazer um referendo sobre a situação de Portugal na Europa. Para Carlos César, essa ideia "não teve vencimento na sociedade política portuguesa", considerando que se tratou de "uma proposta de impulso" provocada pela "espontaneidade própria de uma sessão e encerramento de um congresso de um partido". "Não creio que exista na sociedade portuguesa dúvidas que justificassem a existência de um referendo, a menos que ganhassem os partidos que defendem uma saída da União Europeia, matéria sobre a qual já nem me parece muito claro saber quais os partidos que defendem isso", conclui.




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