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Carlos César: Centeno tem "indiscutível competência" para ser governador do BdP

Em entrevista à TSF, o presidente do PS considera que o ministro das Finanças tem capacidade para ser um bom governador do Banco de Portugal.

Negócios jng@negocios.pt 20 de Maio de 2020 às 18:22
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Carlos César diz que Mário Centeno tem "indiscutível competência" para desempenhar o cargo de governador do Banco de Portugal. Em entrevista à TSF, no programa Almoços Grátis, o presidente do PS não vê "qualquer incompatibilidade" numa possível ida de Centeno para o Banco de Portugal "se se colocar essa questão", uma vez que o ministro das Finanças tem "indiscutível competência e experiência para o desempenho desse cargo".

 

Mas, para já, Centeno "vai continuar a desempenhar as funções", sublinhou Carlos César, sem apontar para uma saída em julho para o Banco de Portugal – altura em que termina o mandato do atual governador, Carlos Costa.

 

Recorde-se que Carlos Costa disse em entrevista ao Expresso, divulgada no passado dia 16 de maio, que Centeno "tem todas as condições para ser um grande governador do Banco de Portugal".

 

Este "abrir de portas" a Centeno surge depois de uma semana em que se soube que o ministro das Finanças está a prazo no governo, devendo abandonar o Executivo depois de aprovar o orçamento suplementar, o que está previsto para junho.

 

Já nesta segunda-feira, 18 de maio, o primeiro-ministro frisou que "não disse nada de que não tivesse consciência" no episódio sobre o Novo Banco, recusando esclarecer se o ministro das Finanças pediu a demissão na sequência dessa polémica transferência.

 

António Costa insistiu que o episódio da polémica transferência de 850 milhões de euros para o Novo Banco está "devidamente esclarecido" e que não passou de uma "falha de comunicação interna".

 

Na entrevista de hoje, Carlos César disse que o que sai do episódio de Centeno com Costa é "um reforço da coesão entre os membros do Governo, uma renovação da confiança do primeiro-ministro no ministros das Finanças".

 

O PSD, por seu lado, chegou a pedir a demissão do ministro das Finanças e já fez saber que não gostaria de ver Centeno no Banco de Portugal, refere a TSF.

 

David Justino, no comentário a este "episódio", defendeu que "quer o primeiro-ministro quer o ministro das Finanças saem debilitados, não só em termos da sua ação, mas também para a opinião pública".

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