Política Carlos Costa foi “muito imprudente” e fez “favor ao Governo” no caso BES

Carlos Costa foi “muito imprudente” e fez “favor ao Governo” no caso BES

O líder do PS criticou o governador do Banco de Portugal por este ter afirmado que a resolução do Banco Espírito Santo não iria acarretar nenhum prejuízo para os contribuintes. Passos Coelho e Cavaco também merecem críticas de António Costa.
Carlos Costa foi “muito imprudente” e fez “favor ao Governo” no caso BES
Miguel Baltazar/Negócios
Bruno Simões 17 de agosto de 2015 às 17:58

António Costa não poupou nas críticas à forma como o Governo e o Banco de Portugal conduziram o processo de resolução do Banco Espírito Santo (BES). "Houve uma enorme imprudência na forma como as autoridades acompanharam o estertor do Grupo Espírito Santo e que, de forma imprudente, contribuíram para criar um clima de confiança em quem não merecia confiança", acusou o líder do PS perante a redacção aberta da SIC, esta tarde.

 

"Basta ouvir o que os emigrantes lesados hoje protestam, dizendo: como é possível o Estado dizer que não tem responsabilidades quando, do Presidente, ao primeiro-ministro, ao governador do Banco de Portugal, todos garantiram a solidez" do banco.

 

Aliás, o governador Carlos Costa "foi muito imprudente quando, para fazer um favor ao Governo, disse que não havia nenhum prejuízo para os contribuintes" na sequência da resolução da instituição – que seria partida em duas, o banco mau, que manteve a designação BES e ficou com os activos tóxicos, e o Novo Banco.

 

"Todos sabíamos que a falência teria enormes riscos sistémicos", portanto "não é possível dizer que não há riscos onde eles existem". Costa disse que preferia não dizer nada "que possa contribuir para insucesso da operação de venda" do Novo Banco, mas disse, em jeito de resumo: "que houve já muita imprudência até agora, houve".

 

"É altura de termos prudência, responsabilidade, e espero que quem tomou as decisões e veio garantir, com tanta ligeireza, a solidez do banco, agora tenha a igual frontalidade de assumir o resultado desta operação", atirou.

 

Passos "inqualificável" a falar da Caixa

 

Instado pelos jornalistas a comentar as declarações de Passos Coelho sobre a CGD, na redacção aberta do Negócios, Costa criticou o primeiro-ministro. "Acho inqualificável que, sendo a CGD 100% pública, o PM enquanto responsável máximo pelo Executivo, se permita fazer críticas públicas ao banco do estado e sua administração".

 

"Não é forma de o accionista se relacionar com a administração, nem do primeiro-ministro, com uma instituição que tem de merecer toda a cautela e prudência nas afirmações que se fazem a seu respeito", rematou.




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