Política Catarina Martins: Este não é um Orçamento de esquerda

Catarina Martins: Este não é um Orçamento de esquerda

Em entrevista à TSF, a líder do Bloco de Esquerda salienta que se o Orçamento fosse de esquerda teria de incluir uma reestruturação de dívida, reposição de rendimentos para todos e uma aposta maior na criação de emprego.
Catarina Martins: Este não é um Orçamento de esquerda
Miguel Baltazar
Negócios 17 de outubro de 2016 às 10:10

Catarina Martins considera que o Orçamento do Estado para 2017 não é de esquerda. As medidas nele contidas fazem com que se continue "um caminho que foi iniciado para parar o empobrecimento e recuperar rendimentos do trabalho", acrescentou em entrevista à TSF.

 

Mas, considera, "um Orçamento de esquerda teria de reestruturar a dívida. Um Orçamento de esquerda não excluía ninguém da reposição de rendimentos e, portanto, teria de ter uma estratégia mais forte para a criação de emprego", sublinhou, realçando "um Orçamento de esquerda teria de responder mais pelo emprego".

 

A coordenadora do Bloco de Esquerda considera que o Orçamento, apesar de tentar melhorar as condições de muitos portugueses, "é tímido, é muito pouco e os salários são muito curtos em Portugal. Temos uma geração jovem em que um em cada três está desempregado, e em que dos que estão empregados, dois em cada três são precários".

 

Catarina Martins diz que o maior problema que houve na discussão deste Orçamento foi a sobretaxa, com o Bloco a defender que a sobretaxa terminasse ainda em 2016, para que em 2017, se discutisse "uma reposição dos escalões do IRS".

 

"Em 2016, o que conseguimos foi, face à discordância que tínhamos com o PS, pelo menos proteger quem tinha menos rendimentos e em vez de a sobretaxa ser cortada a meio igual para todos, quem ganhava menos teve a sobretaxa retirada primeiro e 90% das famílias não pagaram. Em 2017, o Governo considerou que não tinha condições para acabar com a sobretaxa em Janeiro - como já estava na lei que aprovámos conjuntamente no Parlamento - e isto para o BE é um problema porque achamos que não se deve voltar atrás no que foi aprovado e na expectativa das pessoas", sublinhou a responsável.




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