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Catroga: "Não imaginava que Passos cometesse estes erros de gestão política"

Em entrevista ao "Sol", Eduardo Catroga diz que a "coragem" e "determinação" do primeiro-ministro o surpreenderam, mas que "houve erros que não imaginava que ele cometesse".

Pedro Elias/Jornal de Negócios
Negócios 07 de Junho de 2013 às 09:14
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Ex-ministro das Finanças, Eduardo Catroga foi um dos principais apoiantes de Passos e um dos principais responsáveis pelo programa de Governo do PSD. Dois anos depois das eleições, faz uma avaliação positiva do trabalho do Executivo. "Tal como Ernâni Lopes, que só hoje é apreciado, mas que em 1983 salvou Portugal da bancarrota. Daqui a dez anos a história vai demonstrar que este Governo e Vítor Gaspar tinham razão. Gaspar foi o homem certo no contexto histórico."

 

Ainda assim, admite que Pedro Passos Coelho deverá ser penalizado nas urnas pelos portugueses. “Na sua óptica, o grande culpado daquilo que está a acontecer no país é quem está no Governo. É injusto, mas é assim.”

 

Apesar da compreensão, Catroga deixa também algumas críticas ao primeiro-ministro: “Tem feito coisas boas e outras menos bem, sobretudo na gestão política. Nisso surpreendeu-me porque houve erros que eu não imaginava que ele cometesse nomeadamente no campo da gestão política com o PS e com a troika.”

 

Paulo Portas, contudo, acaba por ser o principal visado pelo antigo governante, que o acusa de ter sido “incoerente” no que diz respeito à TSU dos pensionistas. “A forma de se expressar através de discurso público essas divergências não é a melhor forma de criar um ambientes de confiança dentro da coligação”, afirma.

 

Quanto ao futuro, antecipa que o CDS poderá querer “saltar do barco velho” na primeira metade de 2014, quando “os bons ventos europeus aparecerem”. “O CDS tem uma estratégia de estar no governo e na oposição ao mesmo tempo. É uma habilidade política, um equilibrismo.”

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