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Cavaco Silva: “Intrigas e jogadas político-partidárias não criam um único emprego”

Cavaco Silva sublinha a importância dos agentes políticos terem uma noção “precisa do rumo que a economia deve trilhar” e salienta que as “intrigas e jogadas político-partidárias” não criam emprego. O papel do Presidente da República é, nestes momentos, “ter uma estratégia de intervenção meticulosamente pensada e executada.”

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 27 de Março de 2013 às 12:19
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O Presidente da República criticou, durante uma visita à fábrica da Gelpeixe, em Loures, as televisões por não mostrarem casos de sucesso empresarial e deixou alguns recados aos partidos políticos.

 

“Se a nossa televisão dedicasse mais espaço a revelar os sucessos empresariais por esse país fora, estou convencido que Portugal estaria melhor, estaria diferente. E porquê? Se esses sucessos fossem mostrados na televisão seria mais fácil empreender, replicar”, seria “melhor a imagem de Portugal no estrangeiro. E, em consequência, teríamos mais investimento e mais criação de emprego em Portugal”, afirmou Cavaco Silva.

 

O Presidente da República considera que “apoiar os esforços das empresas (…) é o caminho certo, talvez o único caminho para vencer as dificuldades e responder a esse drama que são os milhares de portugueses que não têm emprego. Quase tudo o resto é fantasia”, salientou.

 

Quanto aos partidos, Cavaco Silva sublinhou que “as intrigas e as jogadas político-partidárias não acrescentam um cêntimo à produção nacional e não criam um único emprego.”

 

Recordando que Portugal atravessa actualmente um período de muitas exigências, que se vai prolongar por vários anos, Cavaco Silva considera “fundamental que os nossos agentes políticos tenham noção precisa do rumo que a economia deve trilhar de forma a abrir uma janela de esperança para os que se encontram desempregados.”

 

“Neste tempo, um Presidente da República deve ter uma estratégia de intervenção meticulosamente pensada e executada de forma a defender os superiores interesses de Portugal. Por isso tenho insistido tanto na iniciativa privada. É aí que estão as alavancadas” que podem pôr o país a crescer e são alavanca (exportações, aposta na qualidade, investimento, captação de mais turistas) que “estão nas mãos de empresas privadas.”

 

“Se conseguirmos revelar os casos de sucesso em Portugal o clima de sucesso pode alterar-se para melhor”, reiterou, acrescentando que “o clima de confiança é decisivo para mais investimento, para que os empresários contratem, inovem…”

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