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Cavaco Silva: Partidos estão a “dar um exemplo notável aos portugueses”

Presidente da República falou dos “inimigos” do compromisso de salvação nacional, que “não olharão a meios” para impedir este acordo que está a ser tentado pelos partidos. Em declarações aos jornalistas durante a visita às Selvagens, Cavaco Silva reconheceu que a negociação é “complexa e difícil”, mas “qualquer que seja o resultado, os partidos deram uma lição ao país”.

Miguel Baltazar
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 18 de Julho de 2013 às 19:23
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Depois de na quarta-feira da semana passada ter desafiado os partidos políticos para assumirem uma atitude responsável, esta quinta-feira o Presidente da República não poupou elogios à determinação que os mesmos partidos estão a ter nas negociações para um compromisso de salvação nacional.

 

Numa declaração aos jornalistas transmitida pelas televisões, durante a visita às Selvagens, Cavaco Silva afirmou que vai aguardar os resultados do diálogo que está a ocorrer entre os partidos com “serenidade”, referindo que deve ser “contido” nas reacções.

 

Mas “quero sublinhar o sentido de responsabilidade que todos o partidos estão a demonstrar”, mostrando “vontade” e “empenho determinado” para que seja alcançado um entendimento.

 

“Dou toda a minha confiança” sobre o que está a acontecer em Lisboa, no diálogo entre os partidos, que estão “conscientes da gravidade” da situação do país e “estão a dar um exemplo notável aos portugueses”, sobre a “vontade de trabalhar em conjunto” para resolver os problemas dos portugueses, disse Cavaco Silva, adiantando que “qualquer que seja o resultado” deste diálogo, “os partidos deram uma lição ao país”, sobre a importância do diálogo e do trabalho em conjunto entre os partidos.

 

Lembrando que os três partidos que estão a participar no diálogo interpartidário representam mais de 90% dos deputados da Assembleia da República, Cavaco Silva sublinhou o “sentido de responsabilidade que todos os partidos estão a demonstrar”, revelando um “empenho determinado em chegar a um entendimento”. “É minha convicção que os partidos estão à altura da responsabilidade do momento de emergência que vivemos”.

 

“Não tenho garantia que no final haverá um acordo”

 

Ressalvando que o Presidente da República não integra as negociações, Cavaco Silva diz que “cada partido tem as suas preferências” sobre as soluções a adoptar, que devem ser colocadas em cima da mesa, devendo depois haver cedências de cada parte. “Continuo a confiar no sentido de responsabilidade dos partidos políticos”, mas “não tenho garantia que no final haverá um acordo”.

 

Reconhecendo que esta negociação é “complexa e difícil”, como eu “próprio antevi”, o Presidente da República disse estar “totalmente identificado” com a declaração conjunta produzida pelos patrões e pela UGT, que fizerem um “veemente apelo” aos partidos, que “coloquem de lado os interesses partidários e tão rapidamente como possível cheguem a acordo”.

 

Os parceiros sociais “conhecem a realidade portuguesa e sabem as dificuldades” de Portugal. “Eles têm os pés bem assentes no chão. São eles que criam empregos em Portugal. Sem eles não há mais emprego em Portugal. São eles que investem, exportam, inovam”, reforçou.

 

 

“Inimigos” do compromisso de salvação não “irão olhar a meios” para impedir acordo

 

Instado pelos jornalistas a comentar as críticas a este diálogo interpartidário e quem não quer um compromisso de salvação nacional, Cavaco Silva disse que tal só pode partir de “pessoas que não conhecem a urgência nacional e a necessidade urgente de Portugal desenhar um compromisso alargado de salvação nacional”.

 

Reconhecendo que “existem adversários” do compromisso de salvação nacional, Cavaco Silva alertou que estes “tudo farão para que se não se concretize” o acordo e “não irão olhar a meios” para impedir o compromisso de salvação nacional.

 

Questionado se Mário Soares seria um dos adversários que estava a referir, Cavaco Silva afirmou ter “muito respeito pelos ex-presidentes da República” e apelou aos jornalistas para identificarem quem são os “inimigos deste acordo”.

 

Sobre o repto para um compromisso de salvação nacional que lançou no discurso ao país, Cavaco Silva diz que as “pessoas não imaginam a informação que tenho vindo a recolher” para tomar essa decisão. “Não tenho a mínima dúvida” que o compromisso de salvação nacional “é o melhor para o nosso país. É aquele que dá mais esperança aos portugueses” para um “futuro melhor”.

 

Nas mesmas declarações, o Presidente da República revelou que tinha pedido aos partidos para se entenderem no prazo de uma semana, mas que foram os partidos que fixaram essa meta. “Aguardo os resultados com serenidade. Mais não posso fazer”, finalizou.

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