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Cavaco espera que Governo e professores cheguem a acordo e critica greve

O Presidente da República criticou a greve que os professores se preparam para encetar, afirmando que “os estudantes não podem ser meios para atingir fins”.

Rita Dias Baltazar rbaltazar@negocios.pt 06 de Junho de 2013 às 20:06
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À margem da cerimónia de entrega dos prémios Faz – Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva afirmou sobre a greve que os professores se preparam para iniciar que “os estudantes não podem ser meios para atingir fins”.

 

O Presidente da República espera que as negociações entre Governo e professores cheguem a “bom porto” e reconhece ter “dificuldade em compreender bem como se pode atingir jovens, crianças”.

 

Questionado sobre a contracção de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), no segundo trimestre, divulgada quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Cavaco Silva desvalorizou os números. O professor de Economia afirma que os dados “são praticamente iguais aos de Maio [estimativa rápida]” e que “sublinham apenas” que se deve apostar no “relançamento da economia e criação de emprego”.

 

Sobre os números do desemprego e o fraco crescimento económico o Chefe de Estado perguntou “Quem não está preocupado?” O desemprego “é um problema europeu muito sério” para o qual é necessária uma resposta europeia”. E referiu que “o que há de novo [nesta matéria] é que a recessão atingiu países que não se esperava que fossem atingidos”. Como exemplos, o Presidente apontou a Finlândia e a Holanda.

Cavaco Silva apela à necessidade de melhorar o relacionamento com as comunidades portuguesas

 

Durante a cerimónia de entrega dos prémios Faz, Cavaco Silva apelou para a necessidade de “melhorar o modo como vemos e nos relacionamos com as comunidades portuguesas na diáspora”.

 

Sobre o “período de grandes desafios” que Portugal atravessa o Chefe de Estado português afirmou que esta é uma “experiência difícil”, mas também “um percurso de aprendizagem e adaptação. A situação de “risco e incerteza” trouxe “transformações significativas” à vida dos portugueses. Porém, lembrou o Presidente “todos somos necessários para recriar um ambiente de confiança e vontade de vencer”, concluiu.

 

O Presidente da República afirmou serem necessárias, no momento que o País atravessa, “acções concretas que permitam alcançar resultados objectivos”, não bastando o diálogo com as comunidades.

 

Referindo-se à importância das comunidades desta diáspora, Cavaco Silva referiu que “os portugueses que residem e trabalham no exterior constituem um reforço dos activos culturais que nos caracterizam e distinguem de outros povos”.

 

(Notícia em actualização)

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