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CDS absteve-se na votação de uma moção da CDU contra alterações à TSU na Assembleia Municipal do Porto

O CDS reafirmou segunda-feira à noite, na Assembleia Municipal do Porto, que "não se revê" na proposta do Governo para a Taxa Social Única (TSU), e absteve-se na votação de uma moção da CDU contra alterações a essa contribuição.

Lusa 18 de Setembro de 2012 às 07:49
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O PSD, que tem uma coligação com os centristas no Governo e na Câmara do Porto, recusou discutir a medida naquele órgão, alegando que ela "não está concretizada" e ainda que "ninguém pode dizer quem vai afectar e como".

Foi a deputada social-democrata Andreia Júnior quem expôs a posição do seu partido, dizendo também, avisando desde logo que o PSD iria votar "contra", confirmando assim as diferenças existentes nesta questão entre o seu partido e o CDS.

Os centristas estavam preparados para o debate sobre a TSU, introduzido pela CDU, e o seu deputado Pedro Moutinho disse que a "esta taxa, por si só, não é suficiente para criar emprego, é desfavorável para quem trabalha e vai reduzir o rendimento das famílias".

Pedro Moutinho afirmou também que a medida, a ser aplicada tal como foi anunciada pelo primeiro-ministro Passos Coelho, põe em causa o equilíbrio social na sociedade portuguesa.

O deputado municipal centrista admitiu a redução da TSU para "algumas empresas exportadoras" e o aumento dos descontos para a Segurança Social para "trabalhadores que estão numa margem superior" aos que têm rendimentos baixos.

Para este eleito, o que o Governo tem de reduzir a despesa com as "parcerias público- privadas" e nos contratos de prestação de serviços, nomeadamente.

O CDS absteve-se na votação da moção apresentada pela CDU, alegando que "o descontentamento do CDS é acompanhado de alternativas", ao passo que o daquela força política é "acompanhado da inconsequência".

Na moção, a CDU diz que a medida representa "uma profunda injustiça social" e "apela ao Governo para não alterar o consenso social actualmente existente sobre esta matéria, mantendo a actual repartição das contribuições da Taxa Social Única".

"Subscrevemos praticamente tudo o que disse o CDS, com algumas variações", vincou o deputado socialista Gustavo Pimenta.

Este eleito considerou que a proposta sobre a TSU "é uma indecente provocação, transferindo encargos patronais para a classe trabalhadora".

"Isto é impensável no Portugal de hoje" reforçou Gustavo Pimenta.

Destaque, ainda, para a intervenção "pessoal" do deputado social-democrata e ex-ministro Amândio de Azevedo, que disse que a "medida não é adequada", realçando, contudo, a sua posição contra as "críticas ligeiras" contra ela.

"Quero dissociar-me completamente daqueles que estão a pôr em causa o futuro do país", podendo, segundo Amândio de Azevedo, causar-lhe "danos muito graves".

A CDU viu a sua moção aprovada com os votos favoráveis também do PS e do Bloco de Esquerda e a abstenção dos sete deputados do CDS, que deixaram o PSD isolado no seu voto contra.

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