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CDS: "É a primeira vez que o perdedor das eleições é indigitado primeiro-ministro"

O líder parlamentar do CDS leu uma declaração em que acusa António Costa de se ter aproveitado do facto de Cavaco Silva não poder convocar eleições. O líder do PS "será sempre um primeiro-ministro ilegítimo".

Miguel Baltazar/Negócios
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 24 de Novembro de 2015 às 16:16
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O CDS não aceita que António Costa seja primeiro-ministro. Nuno Magalhães, líder parlamentar dos centristas, leu esta tarde uma declaração na Assembleia da República em que afirma que o partido mantém uma "discordância de fundo" quanto à indigitação do líder do PS. Isto porque é "a primeira vez em 40 anos de democracia que o perdedor das eleições é indigitado primeiro-ministro", assinala.

 

Acresce que é também "a primeira vez em 40 anos de democracia que a maioria relativa que os portugueses escolheram em eleições é impedida de governar", pelo que o Governo do PS "é o governo da minoria relativa que perdeu as eleições". Além disso, será a primeira vez que a "estabilidade e consistência" de um Governo vão depender "de partidos que, desde sempre, e mesmo na recente campanha eleitoral, admitiram a saída de Portugal do euro ou defendem a saída de Portugal da União Europeia".

 

Assim, ainda que a indigitação de Costa seja "formalmente constitucional, é e será, para nós, politicamente ilegítimo". E o PS será responsável "pelos

É a primeira vez em 40 anos de democracia que o perdedor das eleições é indigitado primeiro-ministro.
Nuno Magalhães

efeitos preocupantes, que, infelizmente, já começam a sentir-se e podem ressentir-se na economia, no emprego, no investimento e nas exportações, após a crise política que desencadeou".

 

O CDS também acusa os socialistas de se terem aproveitado "de uma circunstância excepcional" – o facto de o Presidente não poder convocar novas eleições nos últimos seis meses do seu mandato – para forçarem um acordo à esquerda. Os centristas nada dizem, contudo, quanto à impossibilidade de a Assembleia da República ser dissolvida nos seis meses a seguir às eleições legislativas.

CDS exige conhecer a carta de Costa

 

Numa declaração sem direito a perguntas dos jornalistas, Nuno Magalhães exigiu, também, que o PS divulgue a carta que enviou a Cavaco Silva a clarificar as seis questões levantadas pelo Presidente. É "incompreensível que o PS não divulgue a resposta que deu ao Presidente da República", sublinhou. "Sendo públicas as dúvidas colocadas pelo chefe de Estado, não devem ser confidenciais as respostas. Estamos a falar da estabilidade e da governabilidade de Portugal – ou seja do interesse nacional", rematou.

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