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CDS-PP critica “inesperado desespero” do líder do PS sobre pensões

Partido responde em carta aberta ao secretário-geral do PS depois de António José Seguro questionar como Paulo Portas se sentiria depois de criar uma “TSU das pensões”.

Bruno Simão/Negócios
Negócios 04 de Maio de 2014 às 15:15
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O porta-voz do CDS-PP divulgou hoje uma carta aberta ao secretário-geral do PS, acusando António José Seguro de revelar um “inesperado desespero” com o que considerou a recuperação substancial do valor das pensões.

 

Na carta, enviada à Agência Lusa, Filipe Lobo d`Ávila considerou que António José Seguro mostrou “descaramento” que “merece resposta pronta” por perguntar “como se sentiria o líder do CDS-PP” depois de criar uma “TSU das pensões”.

 

“Vossa Excelência revela portanto um inesperado desespero com o facto de muitos pensionistas recuperarem substancialmente pensão e poder de compra a partir de 1 de Janeiro de 2015”, afirmou o porta-voz do CDS-PP.

 

No encerramento da última conferência Novo Rumo para Portugal, em Braga, António José Seguro questionou “como se sente” o vice-primeiro-ministro depois de criar uma Taxa Social Única para idosos quando “garantiu” que não pisaria essa “linha vermelha”.

 

Na resposta ao secretário-geral do PS, em forma de carta aberta, o porta-voz do CDS-PP frisou que com a medida de substituição da CES, nenhum pensionista “ficará pior, nenhum ficará igual e todos ficarão melhor”.

 

“Na CES a taxa mínima era 3,5% até 1.800 euros, agora será de 2% até 2.000 euros; na CES a taxa intermédia ia de 3,5% a 10 %, agora ficará nos 3,5% e nada mais”, disse.

 

Recusando as acusações a Paulo Portas, Filipe Lobo d`Ávila disse que Seguro “sabe perfeitamente que a chamada ‘TSU das pensões’ era uma medida que acumulava” com a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), o que significava “penalizar dupla ou triplamente os pensionistas”.

 

“Por isso a recusamos com firmeza. Ora, a contribuição sobre as pensões não acumula com nenhuma outra; substitui a CES e a convergência da CGA. É espantoso que Vossa Excelência critique o fim da CES. Deve ser má consciência, porque a CES foi criada no Orçamento para 2011 por um Governo Socialista”, acusou.

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