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CDS quer aposta nas exportações, apoio às empresas e combate ao desemprego

O CDS quer colmatar o que diz serem as deficiências do Programa Nacional de Reformas do Governo. Designadamente através da aposta nas exportações, do reforço do apoio às empresas e do combate ao desemprego de longa duração.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 14 de Abril de 2016 às 13:16
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O CDS apresentou esta quinta-feira, 14 de Abril, um conjunto de propostas que têm como objectivo colmatar um conjunto de deficiências, ou omissões, detectadas pelos centristas no Programa Nacional de Reformas (PNR), apresentado em Março pelo Governo liderado por António Costa. Os centristas identificam três eixos fundamentais, designadamente a necessidade de manter a aposta nas exportações, a importância de reforçar o apoio às empresas e a premência de combater o desemprego de longa duração.

 

Já sob a liderança de Assunção Cristas, o CDS comprometeu-se a apresentar propostas e afirmar-se como verdadeira alternativa ao Governo PS. Nesse sentido, encarregou dirigentes centristas, como é o caso do vice-presidente Adolfo Mesquita Nunes (na foto), de coordenarem a formulação de propostas para "um caminho alternativo que o CDS defende para o país", explicou Nuno Magalhães, presidente da banca parlamentar centrista.

 

O agora vice-presidente do partido, Mesquita Nunes, notou que depois de feita uma primeira leitura ao PNR se verifica que "o Governo desistiu das exportações e revê em baixa o peso das exportações face ao PIB". O ex-secretário de Estado do Turismo nota que enquanto o anterior Governo estimava que em 2020 o peso das exportações no produto fosse de 50%, o actual Executivo "reduz esse peso para 40% em 2020".

 

"São más notícias para as empresas exportadoras", lamentou Mesquita Nunes que sublinha que a estratégia governamental representa o "vincar de um rumo económico já testado em Portugal sem sucesso". Como tal, o CDS propõe "que o PNR contenha como pilar fundamental" atingir, em 2020, os referidos 50% de exportações do PIB.

 

Outra das lacunas apontadas pelo CDS ao PNR passa por uma aposta insuficiente no apoio à capitalização das empresas. "É evidente que o Governo reconhece um problema de capitalização das empresas" e "o CDS também reconhece". Mas esse problema "não se resolve só com programas e fundos", defende o ex-governante que compara metaforicamente a estratégia do Governo com "encher uma barragem a conta-gotas". 

Como tal Mesquita Nunes defende, por exemplo, que "o investimento directo estrangeiro deve ser um eixo fundamental e devem estar inscritos nesse eixo objectivos quantitativos dessa captação". Ou ainda "a revisão, e densificação, do quadro legal de recuperação de empresas", ou seja, "facilitar o PER", "medida do anterior Governo e que provou eficácia".

 

Por fim, Mesquita Nunes sustenta que o PNR apresentado pela equipa chefiada pelo primeiro-ministro "omite qualquer reforma para combater o desemprego de longa duração" e, por este motivo, o CDS apresenta medidas que garantam "o efectivo acesso ou protecção àqueles que estão no desemprego há mais de 18 meses".

 

Mesquita Nunes nota ser "evidente que o desemprego jovem é um problema grave", mas recorda a existência de políticas comunitárias para combater esta situação. Já o desemprego de longa duração "é socialmente mais difícil de combater do que o jovem", conclui.

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