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Centeno pede “alguma contenção” na “dinâmica da despesa pública”

O ex-ministro das Finanças assinalou em entrevista à CNN Portugal que a despesa pública “tem crescido sistematicamente acima do PIB potencial e observado”, apesar do “bom momento económico”. Depois da saída do Banco de Portugal, Centeno vai ser agora comentador televisivo, além de professor universitário.

Mário Centeno
Mário Centeno Mariline Alves
19 de Maio de 2026 às 00:46
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O ex-ministro das Finanças Mário Centeno pediu esta segunda-feira “alguma contenção” na “dinâmica da despesa pública”, apesar de reconhecer “um fantástico comportamento da receita”, sendo esse “o sinal mais importante”.

Em entrevista à CNN Portugal, Centeno alertou que a despesa pública “tem crescido sistematicamente acima do PIB potencial e observado”, salientando que “o rácio da despesa pública no PIB está a crescer”, apesar de o país estar num “bom momento económico, porque não estamos em crise”.

O também ex-governador do Banco de Portugal refere que é nos “momentos em que a atividade económica cresce acima do seu potencial que todos os agentes económicos – o Estado, as empresas, as famílias – devem constituir almofadas para fazerem face a momentos em que as coisas não corram tão bem, e eu temo que isso não esteja a ser feito”, assinalou.

Depois de ter saído dos quadros do Banco de Portugal, instituição em que ingressou há cerca de 30 anos, e após ter falhado a eleição para vice-presidente de Christine Lagarde no BCE, Centeno vai agora comentar semanalmente a atualidade económica a partir da próxima segunda-feira, na CNN Portugal, anunciou o canal.

Doutorado em Economia pela Universidade de Harvard, nos EUA, Centeno foi ministro das Finanças dos primeiros Governos do PS liderados por António Costa, tendo protagonizado uma saída polémica para ocupar o cargo de governador do Banco de Portugal, em 2020. O nome de Centeno chegou a ser considerado para substituir António Costa em 2023, depois da demissão do então primeiro-ministro devido à Operação Influencer.

O responsável passa agora ao papel de comentador televisivo, que vai acumular com o ensino universitário, rejeitando por enquanto um regresso à atividade política. “Temos um ciclo político que está a decorrer, com as vicissitudes que todos os ciclos políticos neste momento no mundo têm, e acho que temos de respeitar aquilo que está a acontecer em Portugal”, referiu na mesma entrevista.

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