Política César acusa PSD de "esconder incúrias e negligências" do sector bancário

César acusa PSD de "esconder incúrias e negligências" do sector bancário

O presidente socialista devolveu as acusações de "asfixia democrática" aos social-democratas e garantiu: "Nem o Governo nem o PS querem controlar o Banco de Portugal".
César acusa PSD de "esconder incúrias e negligências" do sector bancário
Miguel Baltazar
Paulo Zacarias Gomes 19 de fevereiro de 2016 às 18:17

O presidente do PS e líder parlamentar dos socialistas, Carlos César, insistiu esta sexta-feira, 19 de Fevereiro, nos reparos à acção do Banco de Portugal, defendendo-se das afirmações do líder de bancada social-democrata que tinha considerado "vergonhosas" as críticas feitas pelo PS ao governador Carlos Costa.


"Não é vergonhoso reconhecer o estado de fragilidade da nossa economia ou do nosso sector empresarial financeiro. E muito menos vergonhoso é tornar público o entendimento de que é preciso alterar o descuido que as entidades responsáveis demonstraram por mais de uma vez, por mais tempo do que o devido e em várias circunstâncias. Vergonhoso é não reconhecer o que está à vista de todos", afirmou Carlos César no discurso de abertura das jornadas parlamentares do PS, em Vila Real.

"Vergonhoso é não reconhecer (…) perdas e encargos para os contribuintes portugueses das incúrias e negligências do sector bancário que esconderam sempre e enquanto puderam", afirmou César, garantindo depois que "nem o Governo nem o PS querem controlar o Banco de Portugal".


Esta quinta-feira, também no arranque das jornadas parlamentares – mas das do PSD, em Santarém -, o líder da bancada laranja Luís Montenegro acusou o primeiro-ministro de levar a cabo um "ataque vergonhoso e despudorado (…) contra o Banco de Portugal" para tentar mandar na instituição. Montenegro referia-se às afirmações de António Costa, que tinha responsabilizado um dia antes o Banco de Portugal pela demora na resolução do diferendo sobre os lesados do papel comercial. 

"Apelar ao Banco de Portugal para uma solução rápida é normal e natural", argumentou, referindo-se ao caso dos lesados da dívida do grupo Espírito Santo. E devolveu a acusação de "asfixia democrática" deixada por Montenegro, dizendo que foi o PSD quem "asfixiou e afrontou" o Tribunal Constitucional nos últimos anos.




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