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CGTP: Questões no Conselho de Estado "falam de tudo e não dizem nada"

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, considerou hoje que as questões abordados segunda-feira no Conselho de Estado "falam em tudo e não dizem nada", salientando que os trabalhadores estavam à espera de respostas a problemas concretos.

Lusa 21 de Maio de 2013 às 09:17
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Em declarações à agência Lusa, a propósito da reunião do Conselho de Estado, que defendeu a necessidade de equilíbrio entre disciplina financeira, solidariedade e estímulo à economia, Arménio Carlos disse que se tratou de "uma oportunidade perdida para responder a problemas que exigem respostas concretas, que continuam a não surgir".

 

"Em relação àquilo que foi ontem [segunda-feira] transmitido pelo representante da Presidência da República diria que é um comunicado que fala em tudo e não diz nada, porque o que os trabalhadores e as pessoas em geral estavam à espera e exigem é que, quer o Presidente da República, quer o Governo, assumam as suas responsabilidades e dêem respostas aos problemas concretos", frisou.

 

Na opinião do líder da CGTP, da reunião "não saiu nenhuma resposta" ao desemprego, à protecção social e à situação dos reformados.

 

"Não saiu nenhuma resposta à situação dos trabalhadores em geral, em particular dos trabalhadores da administração pública, em relação às funções dos chefes de Estado e à importância de defender o Serviço Nacional de Saúde (SNS), à educação e à Segurança Social, em relação à melhoria do poder de compra dos trabalhadores e dos pensionistas para dinamizar o mercado interno, para assim ajudarem as empresas a sobreviver ", acrescentou.

 

De acordo com Arménio Carlos, são estas as questões de fundo, neste momento, que justificam uma resposta, que não veio.

 

O Conselho de Estado defendeu a necessidade de equilíbrio entre disciplina financeira, solidariedade e estímulo à economia, realçando a possibilidade de criação de um instrumento financeiro de solidariedade para apoiar as reformas estruturais, aumentar a competitividade e o crescimento.

 

Após sete horas de reunião, o secretário do Conselho de Estado, Abílio Morgado, leu aos jornalistas um comunicado de cinco pontos, enumerando as questões abordadas no encontro do órgão político de consulta do Presidente da República, que tinha como ordem de trabalhos o tema "Perspectivas da economia portuguesa no pós-troika, no quadro de uma União Económica e Monetária efectiva e aprofundada".

 

O Conselho de Estado debruçou-se igualmente sobre "a perspectiva do reforço da coordenação das políticas económicas e da criação de um instrumento financeiro de solidariedade destinado a apoiar as reformas estruturais dos Estados-membros, visando o aumento da competitividade e o crescimento sustentável".

 

No terceiro ponto é referido que, no quadro da criação de uma União Bancária, foi também analisada "a instituição dos mecanismos de supervisão, de resolução de crises e de garantia de depósitos dos bancos, um passo da maior importância para corrigir a actual fragmentação dos mercados financeiros da Zona Euro".

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