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Chega critica medidas apressadas e que vão gerar "uma enorme confusão"

Segundo André Ventura, as medidas decididas hoje pelo Conselho de Ministros para controlar a pandemia de covid-19 são "apressadas, tomadas ao arrepio da evidência científica e em contraciclo com o que tem sido feito um pouco por toda a Europa".

António Cotrim/Lusa
Lusa 08 de Julho de 2021 às 22:33
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O Chega criticou hoje as medidas do Governo sobre a pandemia por serem "apressadas, ao arrepio da evidência científica e em contraciclo" com a Europa, antecipando que as novas restrições na restauração e similares vão gerar "uma enorme confusão".

"O Governo não pode ter cada semana medidas inovadoras, medidas originais, com horários diferentes, com restrições que umas se iniciam outras acabam, outras ganham funções intermédias. É um desastre absoluto e uma confusão total para os portugueses", condenou o deputado único e presidente do Chega, André Ventura, num vídeo enviado às redações.

Segundo André Ventura, as medidas decididas hoje pelo Conselho de Ministros para controlar a pandemia de covid-19 são "apressadas, tomadas ao arrepio da evidência científica e em contraciclo com o que tem sido feito um pouco por toda a Europa".

"O que nós vemos é, um pouco por toda a Europa, a reabrir a restauração, até o setor da atividade noturna e em Portugal as restrições a aumentarem, cada semana com medidas diferentes, criando uma enorme confusão aos operadores económicos, aos operadores turísticos, aos serviços e ao mercado em geral", lamentou.

Para o deputado único do Chega, "a exigência de certificados ou de testes" para acesso à hotelaria ou à restauração "reflete a ideia de que massificar a vacinação e a testagem, por si só, resolvem o problema".

"É uma imposição de que até temos dúvidas legalmente, mas que não parece ser a medida adequada para que o setor do turismo, o setor da restauração e o setor dos serviços possa, pelo menos durante o verão, ter algum fôlego económico", observou.

Para André Ventura, "as restrições impostas novamente aos horários da restauração e atividades similares revelam o falhanço absoluto da estratégia do Governo em matéria de planeamento do verão", a época alta do turismo.

"É preciso deixar isto claro ao Governo: não haverá recuperação se os agentes económicos não recuperarem", alertou.

O acesso a estabelecimentos turísticos e de alojamento local em todo o território continental vai passar a estar sujeito à existência de certificado digital ou teste negativo por parte dos clientes.

A medida foi aprovada hoje pelo Conselho de Ministros Conselho de Ministros e aplica-se independentemente da taxa de incidência existente no concelho onde o estabelecimento turístico e o alojamento local esteja localizado.

"A exigência de teste nos hotéis é em todo o território nacional e todos os dias", precisou a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, sublinhando que a medida não abrange crianças até aos 12 anos de idade.

Também os restaurantes em concelhos de risco elevado ou muito elevado vão passar a ter de exigir certificado digital ou teste negativo à covid-19 a partir das 19:00 de sexta-feira e aos fins de semana para refeições no interior.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.004.996 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 185 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente feito pela agência France-Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.135 pessoas e foram registados 899.295 casos de infeção, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, a Índia ou a África do Sul.

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