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Chega quer explicações urgentes do Governo sobre escolha para o SIRESP

Em causa, a notícia da demissão do secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro, conhecida este domingo, avançada pela CNN e confirmada à Lusa pelo MAI.

André Ventura
André Ventura Tiago Petinga / Lusa - EPA
19:01

O presidente do Chega anunciou este domingo o pedido de audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, do secretário-geral adjunto demissionário António Pombeiro e do general Paulo Viegas Nunes, questionando a "integridade" desta escolha para o SIRESP.

Em causa, a notícia da demissão do secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro, conhecida este domingo, avançada pela CNN e confirmada à Lusa pelo MAI.

A CNN cita o e-mail que António Pombeiro enviou a propósito do pedido da sua exoneração na sexta-feira e no qual apontou "graves irregularidades" na gestão da rede pública do SIRESP durante a presidência do general do Exército Paulo Viegas Nunes, que na sexta-feira voltou a ser eleito para o cargo, que tinha ocupado entre 2022 e 2024.

"Continuar a nomear os mesmos é um prémio à incompetência ou à corrupção, uma das duas coisas. É isso que é importante saber e perceber. Por que é que o Governo - que disse que queria reformular o SIRESP - nomeia exatamente o mesmo homem que, entre 2022 e 2024 esteve à frente da SIRESP S.A., levando à gestão que que o país todo conhece e cujos resultados são também conhecidos de todos?", questionou André Ventura, em conferência de imprensa na sede nacional do partido, em Lisboa.

Ventura salientou que a demissão de António Pombeiro "não é uma demissão qualquer", dizendo que o secretário-geral adjunto do MAI "denunciou uma série de irregularidades e de ilegalidades" e que "o seu ministro e o Governo olharam para o lado".

Sem pedir, para já, a demissão de Luís Neves, o líder do Chega defendeu que a escolha do presidente do SIRESP deveria ser revertida e criticou também o que chamou de "silêncio ensurdecedor do PS" sobre esta matéria.

"O facto de estar em silêncio por potencialmente estarem envolvidas pessoas que também o PS nomeou ou permitiu que continuassem em funções e a cuja gestão fechou os olhos durante o período de 2022 a 2024 é particularmente grave no cenário em que estamos", disse.

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