Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Congresso do CDS adiado para depois das eleições autárquicas

O conselho nacional do CDS vai voltar a reunir-se esta segunda-feira para votar uma proposta que adia a realização do congresso do CDS para depois das eleições autárquicas, que ocorrem em Setembro.

Bruno Simão/Negócios
  • Assine já 1€/1 mês
  • 17
  • ...

O congresso do CDS voltou a ser adiado mas, desta vez, para depois das eleições autárquicas que decorrem a 29 de Setembro, de acordo com fonte da direcção do partido.

 

Antes do congresso decorrerá uma convenção autárquica no final de Agosto.

 

O conselho nacional do partido vai reunir-se na próxima segunda-feira onde será votada esta proposta apresentada pela direcção centrista.

 

O congresso do CDS estava agendado inicialmente para 6 e 7 de Julho, contudo, Paulo Portas apresentou a sua demissão no dia 2 abrindo uma crise política, o que levou a que o encontro fosse desmarcado.

 

O conselho nacional centrista reuniu-se no dia 5 para decidir sobre o adiamento da reunião, o que se confirmou, tendo sido decidido marcar o encontro do partido para 20 e 21 de Julho.

 

Contudo, a actual situação política não deverá dar garantias de estabilidade para o partido avançar para o congresso.

 

O líder do partido é eleito através do congresso, sendo que até à reunião que estava agendada para 6 e 7 de Julho só existia um candidato: Paulo Portas.

 

O líder do CDS apresentou a sua demissão do Governo no dia 2 de Julho, um pedido que foi recusado pelo primeiro-ministro. Aberta uma crise política, os líderes dos partidos que compõem o Governo viram-se obrigados a voltar a sentar-se à mesa para chegarem a um acordo para entregarem uma proposta que garantisse a estabilidade governativa. Proposta essa que foi entregue ao Presidente da República na última sexta-feira.

 

No sábado Passos Coelho revelou que a proposta passava pela manutenção de Paulo Portas no Executivo, mas agora como vice-primeiro-ministro com a responsabilidade de coordenação económica, renegociação com a troika e da reforma do Estado.

 

Tudo faria crer que o Presidente da República iria aprovar esta proposta. Mas, na quarta-feira, dia 10 de Julho, Cavaco Silva surpreendeu o Governo e os partidos políticos, recusando convocar para já eleições e defendendo que os três partidos que assinaram o programa de entendimento com a troika chegassem a um compromisso de salvação nacional.

 

Esta decisão acabou por manter a incerteza em torno do Governo e da sua estrutura, tendo já esta sexta-feira o Presidente da República pedido celeridade aos partidos nas negociações que têm estado a fazer para responder ao seu pedido.

Ver comentários
Saber mais CDS Passos Coelho Paulo Portas eleições autárquicas
Mais lidas
Outras Notícias