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Costa cai mais do que Passos na avaliação dos líderes partidários

O primeiro-ministro ressentiu-se da polémica em torno dos seus descontos e a sua avaliação caiu de 7,2 para os 5,9 pontos no espaço de um mês no barómetro da Aximage. A queda de António Costa foi mais acentuada.

Bruno Simão/Negócios
Elisabete Miranda elisabetemiranda@negocios.pt 11 de Março de 2015 às 00:01
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O barómetro da Aximage de Março, para o Negócios e Correio da Manhã, aponta para uma quebra da popularidade do primeiro-ministro, mas longe dos mínimos de Outubro do ano passado - e menos pronunciada do que a registada por António Costa.

 

A sondagem da Aximage foi realizada já depois da notícia do Público sobre os descontos do primeiro-ministro e mostra que  a popularidade do primeiro-ministro sai apenas chamuscada deste episódio.

 

Pedro Passos Coelho é o líder partidário com pior avaliação (uma posição que, no passado, rivalizou com Paulo Portas), tendo deslizado de uma avaliação de 7,2 em Fevereiro para os 5,9 em Março (-1,3 pontos). Contudo, esta pior avaliação não parece ter contaminado muito a confiança para o cargo de primeiro-ministro: neste campo, 35,5% dos inquiridos dizem confiar em Passos Coelho, contra 36,1% em Fevereiro (menos 0,6 pontos).

 

O tombo não só foi pouco pronunciado, como se revela menos danoso do que o protagonizado pelo líder do PS. António Costa, que ainda estava a tentar desembaraçar-se das repercussões políticas das suas declarações perante um grupo de investidores chineses, onde reconheceu que o País está agora melhor do que há quatro anos, viu-se novamente posto em causa por militantes destacados do partido, quando tardou a reagir à polémica que envolve o primeiro-ministro.

 

Na sondagem da Aximage, o secretário-geral do PS vê a sua avaliação cair para terreno negativo, agora com uma pontuação de 8,7 numa escala de zero a 20 (são menos 1,8 pontos do que em Março). Na confiança para primeiro-ministro, o actual presidente da câmara de Lisboa continua à frente do seu principal adversário, mas vê as preferências estreitarem-se de 44,6% para os 42,8%.

 

Será por isso um PS com o seu líder com os piores níveis de popularidade de sempre (desde Outubro de 2014) que esta quarta-feira vai novamente confrontar o primeiro-ministro com o seu passado laboral e tributário.

 

 

 

FICHA TÉCNICA 

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efectivas: 275 a homens e 325 a mulheres; 99 no Interior Centro Norte, 163 no Litoral Centro Norte, 90 no Sul e Ilhas, 171 em Lisboa e Setúbal e 77 no Grande Porto; 149 em aldeias, 209 em vilas e 242 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 3 a 6 de Março de 2015, com uma taxa de resposta de 81,3%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

 

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