09 de outubro de 2019 às 13:54
PCP afasta-se de qualquer tipo de acordo com PS
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Tanto a declaração desta manhã feita pelo secretário-geral comunista, como as conclusões da reunião de ontem Comité Central do PCP, mas só hoje reveladas, confirmam a intenção do partido liderado por Jerónimo de Sousa pôr-se de fora de qualquer tipo de acordo com os socialistas.

"O PS sabe ao que vem", atirou Jerónimo de Sousa numa alusão à reunião marcada para esta tarde entre os dois partidos. Depois de, logo na noite eleitoral, Jerónimo ter posto de parte a reedição da geringonça, com ou sem acordos escritos, António Costa começou por deixar no ar a ideia de que tentaria demover o PCP dessa posição.

Porém, à saída de Belém após ser indigitado pelo Presidente da República, deixou uma crítica implícita à atitude do PCP, considerando que os comunistas fizeram uma campanha com o objetivo de impedir a maioria absoluta do PS e, dessa forma, abrir caminho a uma nova geringonça, para agora se colocarem de fora e impedirem a repetição dessa solução governativa.

Para Jerónimo a justificação assenta no "quadro diferente" que agora se verifica comparativamente com o de 2015, altura em que era preciso pôr termo a "uma política de desastre nacional" prosseguida pela maioria de direita. 

Por outro lado, conclui o Comité Central comunista, apesar dos avanços alcançados nestes quatro anos com a "contribuição" de PCP e Verdes, "por opção do PS" não foi possível soltar Portugal dos "constrangimentos" que continuam a limitar e impedir uma "resposta aos problemas nacionais e às aspirações populares". 

"A situação do país e a sua evolução nos últimos anos coloca hoje, com mais força, a necessidade de abrir caminho a uma política que rompa com opções essenciais da política de direita que, apesar de condicionado pela composição parlamentar da legislatura que agora termina, o PS não abandonou e em aspetos estruturais prosseguiu", resume um comunicado do PCP que salienta a necessidade de rompimento com "a submissão ao euro e às imposições da União Europeia".