09 de outubro de 2019 às 20:19
Costa diz que PS e BE vão avaliar "grau de compromisso" que podem assumir
Depois de uma reunião que considerou "muito produtiva", António Costa adiantou que PS e Bloco de Esquerda convergem "quanto à vontade mútua de prosseguir o trabalho conjunto" da legislatura que agora termina. 

Qual o tipo de colaboração é uma questão que só terá resposta depois de reuniões posteriores em que os dois partidos irão manter a fim de "determinar qual é a forma em que se pode revestir a definição do quadro de trabalho para os próximos quatro anos". O primeiro-ministro indigitado disse acreditar que na próxima semana deverá ser possível "fazer uma avaliação global do trabalho que entretanto vai ser feito" com os bloquistas. 

Para António Costa o mais importante não é saber desde já se há margem para um acordo escrito com o Bloco a pensar na legislatura, porque o "essencial é ter ficado claro que, no horizonte da legislatutra, há vontade comum de trabalhar em conjunto". Os "termos concretos" de um acordo escrito ou compromisso verbal que venha a ser assumido dependerá da troca de "pontos de vista" que será feita nos próximos dias. 

Mesom conhecendo o PS qual é o caderno de encargos exigido pelo Bloco para um entendimento robusto, Costa garante que é agora preciso "identificar o que é mais essencial para uns e para outros" e, só depois, será possível concluir qual "o grau de compromisso" que as duas forças podem concretizar. 

Tendo em conta que o encontro com o BE foi o último de uma ronda com cinco partidos hoje realizada pelo PS, António Costa aproveitou para sinalizar o dado que vê como "positivo" e que consiste em ter encontrado em todos esses "interlocutores uma vontade clara de que o país viva em estabilidade política", realidade dependente daquilo que for a "ação governativa". 

Para o secretário-geral socialista, a dissonância entre os diversos partidos, em concreto entre Bloco e PCP, relativamente à solução de Governo que deve ser prosseguida não é problemática na medida em que "está em aberto" a possibilidade de entendimento tanto com os partidos que querem um entendimento a quatro anos como aqueles que só admitem uma cooperação "passo a passo".