Política Costa defende que a UE deve reforçar a cooperação policial e a segurança

Costa defende que a UE deve reforçar a cooperação policial e a segurança

O primeiro-ministro, que admite que os próximos dias sejam turbulentos, defende que na sequência dos resultados que deram a vitória à saída do Reino Unido, a União Europeia deve reforçar a cooperação policial e a segurança.
Costa defende que a UE deve reforçar a cooperação policial e a segurança
Correio da Manhã
O primeiro-ministro português, António Costa, defendeu esta sexta-feira que na sequência do referendo que vai determinar a saída do Reino Unido, a União Europeia deve reforçar a cooperação policial contra o terrorismo e a segurança.

"Hoje é obviamente um dia triste para a União Europeia mas deve ser uma oportunidade para os 27 países da UE reafirmem a sua vontade de prosseguir juntos mas reflectindo o que significam estes resultados. E a necessidade que temos de responder ao que são as necessidades dos cidadãos da Europa: poderem ter mais segurança, mais confiança na propriedade no futuro e poderem viver com liberdade, podendo escolher por si próprios as alternativas e os caminhos que querem seguir".

O referendo mostra, na opinião do primeiro-ministro, que "os cidadãos europeus não querem mais burocracia, mas querem por exemplo mais cooperação policial para combater o terrorismo". 

"Ver partir um dos principais Estados-membros da UE não é uma boa notícia", mas "esta má notícia deve ser interpretada devidamente. Não com uma depressão colectiva, não para multiplicar movimentos de divisão na Europa, mas pelo contrário: para percebermos a mensagem dos cidadãos europeus", têm dado.

Para o primeiro-ministro a União Europeia tem de se mostrar útil aos cidadãos. "E o que é ser útil para a sua vida? É reforçar o seu sentimento de segurança sob a ameaça terrorista, é conseguir ser um espaço de liberdade dentro de fronteiras que estão devidamente geridas. De termos uma economia que se assegure a prosperidade, de uma forma solidária", disse António Costa

Turbulência "é inevitável" nos próximos dias

O primeiro-ministro reconheceu que os próximos dias será "inevitável" alguma "turbulência" no quadro da União Europeia mas, questionado sobre um possível efeito-dominó, referiu a redução do défice no primeiro trimestre.

"Obviamente vamos ter turbulência inevitável nos próximos dias, no quadro da União Europeia, mas como os resultados do Instituto Nacional de Estatística (INE) bem demonstraram sobre os resultados do primeiro trimestre, como disse esta semana o presidente [do Conselho Europeu] Tusk, quando nos visitou, estamos no caminho certo".

António Costa referiu várias vezes os dados do défice no primeiro trimestre, que descreveu como "o melhor resultado desde 2008".

Governo promete proteger direitos dos portugueses e dos britânicos

As primeiras palavras do primeiro-ministro após a divulgação dos resultados do referendo dirigiram-se aos portugueses no Reino Unido e aos britânicos que vivem, visitam ou investem em Portugal.

"
Tudo faremos, neste processo longo de negociações, para assegurar todos os direitos da comunidade portuguesa residente no Reino Unido, as melhores condições para as relações económicas entre Portugal e o Reino Unido, assim como para garantir todos os direitos dos cidadãos britânicos que residem, que visitam ou investem em Portugal", disse.

Notícia actualizada ás 13:08 com mais declarações do primeiro-ministro







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